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Esposa de Moro é o elo entre indústria de delações e máfia das falências, dizem DCM E GGN


Terceira reportagem conjunta do Jornal GGN e o DCM aponta que a atuação de Rosângela Moro, mulher do juiz federal Sérgio Moro, vai além da defesa da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) do Paraná e da promoção do magistrado por meio das redes sociais. Segundo a matéria, Rosângela "apareceu na lista de advogados a quem o doleiro Rodrigo Tacla Durán fez pagamentos por serviços (não especificados) prestados", além de ter atuado na defesa da "família Simão, apontada em uma CPI de 2011 como integrante da Máfia das Falências do Estado, uma organização que se desenvolveu no seio do Poder Judiciário do Paraná".
"Quem estava na linha de frente da defesa da família Simão é Marlus Arns, sobrinho do ex-vice-governador Flávio. A mulher de Moro também aparece como advogada de uma das massas falidas administradas pela família Simão, só que com menor destaque do que Marlus. É a da GVA, fabricante das famosas placas madeirit. A GVA, ao quebrar, deixou as páginas de economia para entrar nas de polícia", destaca o texto.
"O esquema da Máfia das Falências, revelado pela CPI, é engenhoso. Pelas contas do então deputado estadual Fábio de Souza Camargo, presidente da CPI, pelo menos R$ 400 milhões foram desviados de empresas que quebraram e deveriam ser usados para o pagamento do Fisco, trabalhadores e credores", revela a reportagem.
"Rosângela Moro aparece como advogada da massa falida da GVA em pelo menos seis ações trabalhistas. Segundo o deputado Fábio, a contratação de advogados, com honorários a peso de ouro, era uma das formas utilizadas pela máfia para desviar recursos das massas falidas. Não se pode afirmar que este tenha sido o caso de Rosângela", observa a matéria.
"Nós chegamos a bloquear alguns pagamentos de honorários", recordou o presidente do sindicato dos trabalhadores, que se lembra de Marlus, mas não de Rosângela. "O problema está na sua relação com Marlus Arns. Criminalista, Marlus se tornou um dos principais advogados das delações premiadas homologadas por Sergio Moro, na Justiça Federal", diz o texto mais à frente.
"Ele entrou para esse ramo mesmo depois de criticar, publicamente, o expediente. Segundo a Folha de S.Paulo, Arns criticava o instituto da delação premiada nas aulas que dava na Academia Brasileira de Direito Constitucional. (...) O que pode explicar o destaque de Arns tanto em uma quanto em outra especialidade é as relações que possui".
Leia o texto na íntegra.

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