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Porque será que entrega do pré-sal por Temer rendeu menos do que um único leilão de Dilma


A entrega do pré-sal brasileiro a petroleiras multinacionais pelo governo Michel Temer, em leilão realizado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) na última sexta-feira 27, rendeu bem menos do que um único leilão realizado pelo governo Dilma Rousseff, há quatro anos.


Ao final da disputa de sexta, a ANP anunciou ter leiloado seis áreas e arrecadado R$ 6 bilhões, menos da metade do obtido em Libra: R$ 15 bilhões. Como se isso não bastasse, outras perdas virão de uma Medida Provisória de Temer que está em tramitação na Câmara, que concede renúncia fiscal às empresas estrangeiras até 2040, o que gerará uma perda de R$ 1 trilhão aos cofres do País (R$ 40 bilhões anuais).
Os números fazem parte de um conjunto de estudos elaborados pelas Consultorias Legislativa e de Orçamento da Câmara dos Deputados.
Além disso, o excedente de produção em óleo que deve ser repartido com a União – e fomentar políticas de educação e saúde – foi de 41% em Libra. Nos novos leilões, a previsão da ANP variava de 10% a 22%, critica ainda um dos estudos, produzido pelos consultores legislativos Pedro Garrido e Paulo César Lima, este último ex-engenheiro de exploração da Petrobras.
Nas rodadas da última sexta-feira, esse excedente variou de 11%, pago pela Shell e a Total no campo Gato de Mato, em Santos (SP), mas também chegou a 80%, pago pela Petrobras em consórcio com a Repsol e a Shell, no campo no entorno de Sapinhoá, maior do que em Libra. Leia mais na reportagem do UOL.

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