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Em Goiânia, 24 milhões de toneladas de resíduos seguiram para destinos inadequados


Todos os dias milhares de toneladas de resíduos são produzidos e não são reaproveitados. Levantamento feito pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) mostra que, em média, cada brasileiro gerou no ano de 2012 o equivalente a 383 kg de lixo durante o ano, 1,3% a mais do que em 2011.
A Abrelpe revelou também que 24 milhões das 64 milhões de toneladas de resíduos gerados no ano passado seguiram para destinos inadequados. Esse lixo daria para encher 168 estádios do Maracanã. No Estado de Goiás o lixo produzido em 2015 segundo pesquisa Abrelpe/IBGE, foram mais de seis mil toneladas por dia.
Diferente do Brasil, o Japão só não aproveita 4% de todo resíduo coletado, como mostrou a reportagem do repórter Marcio Gomes no Bom Dia Brasil exibida no dia 20/03/2017. As indústrias que ficam na cidade de Saitama vizinha de Tóquio, transformam 96% dos resíduos em energia.
Essa produção tem as mais variadas origens. De acordo com a especialista em tratamento de resíduos, Engenheira Civil Renata Moura, da Diretoria Operacional da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), a definição correta é “Resíduos”.
Em Goiânia, são produzidas 33.566 toneladas de resíduos orgânicos por mês, o equivalente a cerca de mil toneladas por dia, segundo informações da Técnica em Levantamento de Dados, Janaina Cavalcante, da Comurg.
Ela informa ainda que uma boa medida para diminuir o impacto ambiental urbano é a intensificação da coleta seletiva, que já existe na capital. Foi criada pela Prefeitura em 2008 e diferente dos resíduos domiciliares, ela vem crescendo lentamente.
De janeiro a setembro de 2017, a seletiva recolheu em toda Goiânia duas mil toneladas e meia por mês, mais de 84 toneladas ao dia. “Hoje é recolhido um total de 7,7% em toda Goiânia e levado para 15 cooperativas espalhadas por toda cidade” ressalta.

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