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Ministro da Defesa vai aos EUA discutir (entregar) setor aeroespacial estratégico do Brasil

Em Washington, Jungmann esteve em reunião com o setor aeroespacial privado norte-americano - Foto: Divulgação ASCOM/MD

Jornal GGN - A abertura do país para investidores norte-americanos pelo governo Michel Temer tem ocupado além dos espaços meramente financeiros, mas também setores estratégicos do Brasil e de grande interesse para os Estados Unidos, como a defesa e a aviação nacional.
 
Em um destes movimentos, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, foi levado a participar de uma reunião, em Washington, na última semana, para "ampliar a cooperação entre os dois países" no "setor aeroespacial privado norte-americano".
 
De acordo com comunicado divulgado pela própria pasta, a agenda de interesses vai além da comercial, como também a de "identificar possíveis parcerias e principais políticas".
 
 
Washington, EUA 14/11/2017 - O ministro da Defesa, Raul Jungmann, participou na manhã da segunda-feira (13), em Washington (DC), nos Estados Unidos, de uma reunião com o setor aeroespacial privado norte-americano.  O encontro foi para ampliar a cooperação entre os dois países, estabelecendo uma agenda de interesses em comum, além de identificar possíveis parcerias e principais políticas. 
Com a presença de representantes de diversas empresas e associações foram abordados alguns dos temas prioritários para as duas nações, com o intuito de gerar pautas que possam ser consolidadas em negócios para indústrias de defesa.
Segundo Jungmann, os governos americano e brasileiro devem manter abertos os canais de comunicação governamentais para que continuem a ser apontados modelos de cooperação binacional de médio e longo prazo. O ministro brasileiro argumentou que a política de defesa dever ser articulada como uma questão de Estado e que suas agendas principais tenham continuidade.
Ele explicou que o setor aeroespacial é estratégico para o Brasil: “Nós estamos reformulando toda sua governança para dar para mais previsibilidade e, sobretudo, condições de exercer o nosso potencial nessa área, que precisa de uma ampliação e uma maior atenção em termos governamentais” disse Jungmann.
O ministro Jungmann explicou que o setor aeroespacial é estratégico para o Brasi
Na oportunidade,  o ministro encorajou a participação de empresas norte americanas nos processos licitatórios do segundo Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). O primeiro dos três satélites do programa  foi lançado em maio deste ano, da base de Kourou, na Guiana Francesa . O satélite possui uso dual, civil e militar. Nas comunicações civis utiliza a banda Ka, o que possibilita acesso à conexão em banda larga em todo o território nacional. A carga útil militar, composta pelas bandas X e Ka militar, permite tramitar informações afetas à área de defesa.
A vice presidente da CompTIA (Information Technology industry & Association), associação comercial que representa a indústria de tecnologia norte americana, Liz Hyman, participou do encontro. Ela acredita que o Brasil é um mercado aeroespacial promissor que poderá despertar o interesse de diversos investidores norte americanos. “O conselho empresarial espacial é um conjunto de empresas interessadas em centros de mercado globais e oportunidades de promoção comercial. Nossa missão é trabalhar com parcerias públicas e privadas. É uma honra participar desta reunião com o Brasil”, destacou Hymann.

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