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Polícia ouve aluna baleada por colega em escola e aguarda laudo para concluir caso


A Polícia Civil ouviu na tarde desta sexta-feira (24) a estudante Isadora de Morais, de 14 anos, baleada por um colega no Colégio Goyases, em Goiânia. A oitiva ocorreu no Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer), onde ela está internada. Por conta do disparo, a menina ficou paraplégica. O delegado responsável pelo caso, Luiz Gonzaga Júnior, disse que este era o último depoimento pendente e que agora aguarda um laudo para fechar o caso.

"[Estou] aguardando o laudo de local de morte violenta, que será elaborado pela Polícia Técnico-Científica. Tão logo seja finalizada essa juntada do laudo, a Polícia Civil irá concluir essa fase investigativa", disse o delegado.

Apesar disso, o delegado disse que já remeteu o auto de investigação à Justiça e que não tem mais dúvidas sobre o que aconteceu.

"Já está concluso o procedimento, falta só a juntada do laudo. Mas quando à dinâmica dos fatos, a motivação e demais esclarecimentos já foram apresentados na investigação", detalha.
Isadora, última a ser ouvida em investigação, ficou paraplégica após ser baleada (Foto: TV Anhanguera/Reprodução)Isadora, última a ser ouvida em investigação, ficou paraplégica após ser baleada (Foto: TV Anhanguera/Reprodução)
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O ataque na escola deixou dois estudantes mortos, João Pedro Calembo e João Vitor Gomes, ambos de 13 anos, e quatro feridos no dia 20 de outubro. O atirador, de 14 anos, filho de um casal de policiais militares, foi apreendido e está cumprindo decisão de internação provisória.
Gonzaga Júnior afirmou que não sabe em quanto tempo o laudo deve ficar pronto. Ele não quis dar falar sobre o teor do depoimento e disse que mais detalhes serão repassados somente na apresentação do resultado final da apuração.

Paraplegia

Após ser baleada, Isadora foi levada para o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo). Ainda na unidade, foi constatado que a adolescente apresentava uma lesão na medula espinhal, no nível da 10ª vértebra da coluna torácica, que comprometeu os movimentos dos membros inferiores de forma definitiva.
Após ser constatada a paraplegia, ela foi transferida, no último dia 9, para o Crer. Lá, ela segue fazendo o tratamento e está internada em um posto específico para reabilitação e readaptação.
Entre os feridos, somente Isadora ainda segue internada e não tinha sido ouvida pela polícia. Hyago Marques, de 13 anos, foi o primeiro a receber alta, no dia 22 de outubro. Já Laura Fleury, de 14, foi liberada dois dias depois. Por fim, Marcela Macedo, 14, deixou o hospital no dia 3 de dez

Tiros

O atirador levou a pistola .40 da mãe para a escola. No intervalo entre duas aulas, ele sacou a arma e atirou contra os colegas. A coordenadora da unidade, Simone Maulaz Elteto, foi quem convenceu o aluno a travar a arma e se entregar.Um aluno de 15 anos, que estava na sala no momento do tiroteio, também contou que o adolescente era vítima de piadas maldosas. “Ele sofria bullying, o pessoal chamava ele de fedorento, que não usa desodorante”, contou.

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