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Privatização da Eletrobras será a maior negociata da história

O jornalista Luis Nassif afirmou nesta segunda-feira, 13, que a privatização da Eletrobras pelo governo de Michel Temer será a "maior negociata da história".


Privatizar a Eletrobras é como privatizar o seu banheiro,
você vai continuar tendo despesa para mante-lo limpo,
só que agora também vai ter que pagar para usá-lo.

Nassif diz que os cálculos e projeções apresentados para avaliar o preço se baseiam nos valores contábeis dos ativos e passivos de balanço. "Trata-se de um engodo monumental, uma metodologia que a 3G – que elaborou os estudos – jamais utilizou em qualquer processo de fusão e aquisição de mercado, porque não tem valor nenhum. O que sempre valeu é a projeção de resultados, ajustados por fatores como risco e volatilidade das ações", diz ele. 
"O engodo está no fato da Eletrobras ter 184 usinas e produzir 42.000 MW de energia. E o valor das concessões não entra em seu balanço. Para efeito de comparação, a Usina São Simão, da CEMIG, antiga, com 1.710 MW de potência instalada, teve uma concessão vendida há três meses por R$ 7,1 bilhões. Esse valor não estava em nenhum balanço. Por uma regra de três simples, apenas as concessões da Eletrobras deveriam valer R$ 289 bilhões. Esses valores não entram nas projeções do valor da privatização. Como se não existem economicamente", acrescenta Nassif. 
O jornalista do Jornal GGN diz também que a Iberdrola, segunda empresa elétrica da Espanha, tem valor de mercado equivalente a R$ 138 bilhões, contra R$ 12 a 15 bilhões da Eletrobras. "A privatização da Eletrobrás será o maior negocio da privatização da historia brasileira, maior do que o da Vale e da telefonia. Quem representa o interesse publico nesse processo se quem vende e quem compra estão do mesmo lado? Os especialistas do setor estão abismados com a leviandade e falta de debate com que se conduz esse mega processo", afirma. 
"Consumada a privatização, além do golpe monumental no erário público, haverá o comprometimento do equilíbrio do mercado de energia, dos investimentos futuros na integração da energia na América Latina", diz Nassif. 
Leia o artigo na íntegra no Jornal GGN

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