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STF dá foro privilegiado para a irmã e primo de Aécio em processo

Os ministros da primeira turma do Supremo Tribunal Federal derrubaram na última terça (14) a decisão individual de Marco Aurélio Melo, que havia enviado para a primeira instância o processo contra Andréa Neves, irmã do senador Aécio Neves, e seu primo Frederico Pacheco. Ambos aparecem no escândalo da JBS, após empresários delatores terem entregados provas de que Aécio pediu R$ 2 milhões a Joesley Batista. A Polícia Federal suspeita que Aécio usou empresa do senador Zezé Perrella para lavar parte dos recursos.


Por André Richter
Da Agência Brasil

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou hoje (14) a decisão individual do ministro Marco Aurélio, que determinou o desmembramento da investigação aberta contra Andreia Neves e Frederico Pacheco, irmã e primo do senador Aécio Neves (PSDB-MG). O ex-assessor do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), Mendherson Sousa Lima, também foi beneficiado pelo entendimento.

Com a decisão, tomada por 4 votos a 1, os acusados voltarão a ser investigados pelo Supremo. Durante o julgamento, os ministros Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso e Rosa Weber aceitaram recurso do Ministério Público Federal (MPF) e votaram conta o entendimento do relator, Marco Aurélio. De acordo com os ministros, o caso deve julgado pela Corte por haver conexão entre os crimes investigados.

Conforme decisão individual do relator, assinada em junho, os acusados seriam julgados pela primeira instância da Justiça de São Paulo, local onde Frederico e Mendherson foram gravados em ações controladas da Polícia Federal (PF) a partir das delações da JBS. Com base nas acusações, todos foram denunciados pelo crime de corrupção passiva pelo ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

É tudo tão suspeito


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