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Alckmin é aclamado presidente do PSDB, mas partido segue rachado

Convenção PSDB: Geraldo Alckmin comemora após ser eleito presidente nacional do PSDB, após convenção do partido em Brasília (DF) – 09/12/2017
Apenas três dos 474 delegados do PSDB votaram contra a chapa única acordada entre caciques tucanos, encabeçada por Geraldo Alckmin, para presidir o partido no próximo ano. Tamanha chancela também significa a consolidação do nome do governador de São Paulo como candidato do partido à presidência da República. Mas a unidade aparente nos números não se confirma na prática, na avaliação de tucanos ouvidos pela reportagem durante a convenção que elegeu Alckmin, em Brasília.
Há aparente consenso de que não há nenhum nome no partido hoje forte o bastante para fazer frente ao do governador na corrida presidencial. Os tucanos consideram que a pré-candidatura do prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, que quer disputar prévias contra Alckmin no ano que vem, será um mero exercício de marketing para testar seu nome para o governo do Amazonas — e não a levam tão a sério. Mas essa unidade não significa mar aberto para o governador. Ao ser ungido presidente, atropelou ambições diversas de integrantes do ninho e deixou rastro de descontentamento.
Marconi Perillo, governador de Goiás, e o senador Tasso Jereissati queriam a presidência do partido. José Serra estava ávido para disputar com Alckmin um assento na candidatura presidencial.

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