Real Cores

Cada lance do governo de Temer mostra a falta de comando do Presidente sobre seus ministros e partidos da base de sustentação.

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O Brasil viveu uma crise de instabilidade política e, principalmente financeira, quando o Executivo e o  Legislativo romperam as relações. A cada dia  a situação deteriorava-se a  até chegar  ao ponto de Dilma deixar a Presidência e Cunha ser tirado do poder por seus pares.  Até então, o congresso nacional ficou paralisado e o Executivo perdeu o poder diante da lentidão  imposta aos projetos enviados a câmara dos deputados.

Esta disputa entre Dilma e Cunha pode ser dada como exemplo para os últimos acontecimentos no atual governo.
Dilma, enquanto Presidente, tinha poder sobre os ministros ao ponto de corrigi-los ou demitindo-os quando tentavam usurpar o poder de Dilma.

Nos últimos dias, a popularidade do Temer que é baixíssima, foi afrontada por dois ministros que fizeram declarações capazes de fazer voltar a crise entre as duas casas.

Dia 24 de novembro, o ministro da casa civil, Ellizeu Padilha, disse que “O Psdb não estava mais na base do governo.”  A debandada tucana do governo já era de conhecimento de todos mas ainda não tinha sido assumida. Tal informação, diante do que o  rompimento poderia ter causado,  deveria ser anunciado por Temer ou mesmo pelo Presidente do partido tucano.
Temer não retificou a informação e nem mesmo desautorizou Padilha a falar por ele em temas tão melindrosos como este.

Logo no começo do mês, o Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que não era candidato ao Governo Federal, após pesquisa que lhe concedeu 2% das intenções de votos. Em um gesto de poder, Meirelles disse que “o governo vai ter um candidato a Presidencia da Republica.  Mais uma vez Temer baixou a cabeça e não tocou no assunto e nem passou um “pito” no ministro da fazenda.

Meirelles não está totalmente errado, uma vez que a base de apoio ao governo reúne mais de 20 partidos e qualquer um deles pode lançar candidatura. Alias é Henrique Meirelles quem defende a reforma da previdência. Temer apenas da sustentabilidade as decisões do ministério da fazenda.

Assim, Temer nada mais faz que assinar emendas e autorizar projetos que destinam milhões de reais para os deputados.  Os meses deputados que, a exemplo de Temer, estão se lixando para o contribuinte. Tanto Temer quanto o Congresso Nacional nunca foram tão mal avaliados. Temer tem 3% de aprovação e o congresso, incluindo Camara e Senado são reprovados por mais de 60% da população.  

Assim,  Temer continua sem apoio popular e um “papagaio de pirata”, repetindo o que o congresso e ministros fazem e falam.  O Presidente nada mais fala que a crise está acabando, que o País esta crescendo. Um discurso populista, fora de contexto e sem embasamento.  Até outubro do próximo ano nada mudará. O congresso e ministros no poder e Temer um boneco bem comportado.  Nunca antes na historia deste País um Presidente da Republica não tem vez e nem voz. 

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