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Exclusivo: Marginal Botafogo: entenda o porque de tantos problemas.


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Construída no ano de 1991, no governo  de Pedro Wilson, a Marginal Botafogo foi a primeira obra realizada para dar fluidez no transito. 

Ao contrario do que deveria ser, a obra acabou com grande reserva de mata ciliar e também retirou varias famílias que viviam às margens do córrego. Quase todas as famílias tiveram suas casas desapropriadas sendo que algumas foram transferida para um condomínio no cruzamento da Avenida 88 que dá acesso ao estádio Serra Dourada.

O Jornal Argumento mergulhou na historia da Marginal Cascavel e teve acesso à várias ações irregulares tanto no pagamento como também na manutenção da obra.

Até a construção da Marginal Botafogo, o Tribunal de Constas dos Municípios, autorizava qualquer gasto da Prefeitura. Ou seja, a prefeitura de Goiânia apresentou o projeto e o custo da Marginal Botafogo ao TCM e conselheiros autorizaram o inicio da obra. Com o passar do tempo começaram a surgir inúmeras falhas e deslizamentos na Marginal. 

Começou então a industria dos reparos que enriqueceram  varias pessoas. Reparos após reparos, a pedido do ministério publico, foi feita uma vistoria na obra onde constatou-se que em vários pontos não há sustentação no  asfalto, que vigas de concreto foram colocadas em nascentes de águas – inclusive o túnel do Mutirama, construído no governo de Paulo Garcia, também teve o mesmo problema: uma viga foi colocada sobre uma nascente causando abalo na obra.

Depois da vistoriada e reprovada a obra da Marginal Botafogo imputou-se a responsabilidade aos conselheiros do Tribunal de Contas do Município que, por decisão judicial, tiveram os salários confiscados até que se achasse uma solução para o problema.
A reportagem do Jornal Argumento tentou entrar em contato com  Geraldo Felix e Waldemir Xerife que faziam parte do conselho do TCM. Porem não quiseram falar sobre o assunto.

Depois que os conselheiros tiveram os salários “presos” por anos, o Tribunal de Contas mudou a forma de se relacionar com a Prefeitura. 

Antes o TCM tinha que autorizar qualquer obra ou gasto do município. Hoje é o contrario, a Prefeitura pode realizar obras e gastos, sem consulta ao TCM.
No final de cada ano, o TCM vistoria os gastos da prefeitura e, havendo irregularidades ou duvidas, pode reprovar as contas e  até cassar o gestor.

Enfim, o motorista terá que se habituar aos constantes reparos na Marginal Botafogo que, ao que tudo indica, não foi feita para desafogar o transito mas sim encher os bolsos de que projetou e construiu.  

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