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O golpe de 2016 foi movido a petróleo, diz Zé Maria, da FUP


O petroleiro José Maria Rangel, presidente da Federação Única dos Petroleiros falou sobre o desmonte da cadeia produtiva de óleo e gás no Brasil e afirmou que nada acontece por acaso. Segundo ele, o golpe de 2016 foi movido a petróleo e está relacionado à geopolítica mundial do setor.
– No governo Lula, a Petrobras descobriu a maior província petrolífera do mundo, que é o pré-sal. Depois, dados de um HD da Halliburton, que prestava serviços para a Petrobras, misteriosamente desapareceram. Em seguida, os Estados Unidos reativaram a quarta frota, a Chevron pressionou pela abertura do pré-sal, a presidente Dilma Rousseff foi espionada e chegamos ao golpe de 2016. O golpe foi totalmente movido a petróleo.
A prova disso, diz Zé Maria, se tornou pública neste mês de novembro, quando vazaram documentos da chancelaria britânica, indicando que o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Paulo Pedrosa, passou a atuar como lobista da Shell. Na entrevista, Zé Maria antecipou a ação judicial contra Pedrosa, por improbidade administrativa.
Zé Maria também falou que a política de conteúdo local no petróleo, implodida pelo governo Temer, gerou 2 milhões de empregos no setor, que foram destruídos pela Lava Jato.
Crítico da gestão de Pedro Parente, Zé Maria denunciou a iniciativa da Petrobras de reduzir a produção em suas refinarias, o que favorece a trading Glencore, controlada pela Bunge, empresa que era presidida por – adivinhem – Pedro Parente.

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