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ROUBADOS NA CARA DE PAU: Com a ajuda de Parente, Statoil avança sobre reservas da Petrobrás


A Federação Única dos Petroleiros (FUP) denunciou nesta segunda-feira, 18, o negócio firmado pelo presidente da Petrobras, Pedro Parente, com a estatal norueguesa Statoil, pelo qual a companhia brasileira cedeu 25% do campo de petróleo do Roncador pelo perço de US$ 1 o barril 

"Localizado na Bacia de Campos, Roncador é o terceiro maior campo em produção no país, com 'aproximadamente 10 bilhões de barris de óleo equivalente (boe) in place e uma expectativa de volume recuperável remanescente superior a 1 bilhão boe', conforme anunciou a Petrobrás. O campo foi vendido por US$ 2,9 bilhões, mas a estatal brasileira receberá inicialmente 2,35 bilhões de dólares e "pagamentos contingentes adicionais' de até 550 milhões de dólares, segundo revelou a Statoil", diz a FUP. 
Os petroleiros lembram que em julho do ano passado, Parente anunciou a venda de 66% de Carcará para a empresa norueguesa, que abocanhou um dos principais campos do Pré-Sal por módicos US$ 0,70 o barril. Em outubro deste ano, a petrolífera arrematou a Área Norte de Carcará, no leilão realizado pela ANP.
"A FUP denunciou os prejuízos que o país e a Petrobrás amargaram com a entrega de Carcará e ingressou com uma Ação Civil Pública na Justiça Federal, cobrando a anulação da venda e a suspensão de todos os efeitos decorrentes da negociação", diz a entidade dos petroleiros. 
Leia, abaixo, o material divulgado pela FUP na íntegra:
Após já ter doado para a Statoil a participação de 66% que a Petrobrás tinha no mega campo de Carcará, pela bagatela de US$ 0,70 o barril, Pedro Parente firmou nessa segunda-feira, 18, mais um negócio de pai pra filho com a estatal norueguesa. A petrolífera irá triplicar sua produção no Brasil, após ganhar da Petrobrás 25% do campo de Roncador, um dos mais produtivos do país, pagando apenas US$ 1 por barril.
Localizado na Bacia de Campos, Roncador é o terceiro maior campo em produção no país, com "aproximadamente 10 bilhões de barris de óleo equivalente (boe) 'in place' e uma expectativa de volume recuperável remanescente superior a 1 bilhão boe", conforme anunciou a Petrobrás. O campo foi vendido por US$ 2,9 bilhões, mas a estatal brasileira receberá inicialmente 2,35 bilhões de dólares e "pagamentos contingentes adicionais" de até 550 milhões de dólares, segundo revelou a Statoil.
Ou seja, a norueguesa, além de pagar US$ 1,00 por barril de petróleo, ainda poderá contratar determinada capacidade de processamento de gás do Terminal de Cabiúnas. A transação faz parte de um acordo de parceria estratégica que Pedro Parente assinou com o presidente da Statoil, Eldar Saetre, que está feliz da vida por triplicar a produção da empresa no Brasil, graças à ajudinha da Petrobrás.
"Esta transação agrega material e atrativa produção de longo prazo ao nosso portfólio internacional, fortalecendo ainda mais a posição no Brasil como área central para a Statoil", afirmou o presidente da empresa, durante coletiva de imprensa. O acordo com a Petrobrás fará a Statoil aumentar sua produção de 40 mil para 110 mil barris de óleo por dia, passando a ser a terceira maior petrolífera em atividade no país, atrás somente da Shell e da estatal brasileira.
Em julho do ano passado, logo após ser empossado pelos golpistas no comando da Petrobrás, Parente anunciou a venda de 66% de Carcará para a empresa norueguesa, que abocanhou um dos principais campos do Pré-Sal por módicos US$ 0,70 o barril. Em outubro deste ano, a petrolífera arrematou a Área Norte de Carcará, no leilão realizado pela ANP.
A FUP denunciou os prejuízos que o país e a Petrobrás amargaram com a entrega de Carcará e ingressou com uma Ação Civil Pública na Justiça Federal, cobrando a anulação da venda e a suspensão de todos os efeitos decorrentes da negociação.

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