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Saúde: Pesquisa revela que ansiedade é fator de risco para a saúde

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Uma famosa frase de caminhão diz que a depressão é excesso de passado. O estresse, por sua vez, se configuraria excesso de presente. E a ansiedade encarnaria o exagero de futuro. A pessoa se aflige com o que vem ou vai acontecer. E assim torna-se ansioso.

Considerada uma das sensações corporais mais desagradáveis e prejudiciais para o organismo, a ansiedade tornou-se um desafio para a ciência. Psicologia, medicina, enfermagem e outras áreas de conhecimento se unem para tentar enfrentar o monstro que não é de forma alguma imaginário.

Controlá-la ou medicá-la passou a ser uma necessidade. Sozinha ou em conjunto com outras doenças, a ansiedade torna-se complicadora ao acelerar processos destrutivos da saúde.

Uma pesquisa realizada no âmbito da Universidade Federal de Goiás (UFG) revela como esta sensação acomete os pacientes com problemas de saúde e que necessitam de uma abordagem cirúrgica. Conforme o estudo científico de Lorena Morena Rosa Melchior e Regiane Santos Barreto (doutora em Ciências da saúde), defendido no primeiro semestre deste ano, é possível realizar o levantamento do perfil dos pacientes ansiosos pré-operatórios. Ele é formado por pacientes na faixa etária entre 50 e 69 anos, mulheres, baixa escolaridade, casados, moradores do interior de Goiás, em casas cujo provedor era único, trabalhadores informais ou desempregados, com menos de 24 horas de internação, sem doenças crônicas e que não apresentam dor no pré-operatório.

No estudo, considerou-se pré-operatório imediato as últimas 24 horas que antecedem a cirurgia. Neste momento foi realizado o levantamento dos dados.
O estudo revela que toda pessoa em um processo de hospitalização está sujeita ao sentimento de ansiedade, que aflige ainda mais quem enfrenta algum distúrbio de saúde.  No entanto, um grupo específico, justamente o perfil encontrado na pesquisa, merece maior atenção e intervenções. Este grupo está totalmente exposto a toda turbulência da ansiedade, geralmente descrita como medo, aperto no tórax, sensação incomoda no estômago e uma disfunção generalizada no sistema nervoso.
As pesquisadoras da UFG explicam que a ansiedade é uma reação emocional transitória desagradável e se caracterizada por sentimentos como nervosismo e preocupação, tensão e apreensão. Lorena Morena diz que dentre 60% a 80% dos pacientes cirúrgicos apresentam traços que interferem em seu emocional.

ANGÚSTIA
Muitas vezes a ansiedade abre espaço para a angústia. Mas existem diferenças para os especialistas. A psicóloga Luciene Fogaça alerta que não se deve confundir a  ansiedade com angústia. Esta última, diz, é menos comum e tende a surgir muitas vezes do nada – o contrário da ansiedade, que apresenta um perfil determinado.  Ela alerta que menos de 50% da população sofre dessa doença e a maioria dos pacientes é composta por mulheres.
O tratamento costuma se iniciar com um psicólogo, que pode procurar auxiliar o paciente a contornar os pensamentos e sentimentos insuportáveis.  Pesquisas realizadas na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) indicam que a angústia pode ser tratada de forma medicamentosa, já que é forte a hipótese de que seja provocada quando ocorre excitação da ínsula, localizada no córtex cerebral.

A ínsula está relacionada a produção de sensações no coração, por exemplo. É ela que realiza a interpretação de emoções, cheiros, gostos e empatia por determinadas situações. Uma das hipóteses de tratamento da angústia é o uso de benzodiazepínicos. O problema é que o abuso destes medicamentos tem provocado reação na comunidade acadêmica.  Seu uso de forma insistente é de alto risco e provoca mais mortes do que o uso de cocaína, indica pesquisa divulgada nesta semana.

A substância pode ser encontrada em medicamentos como Rivotril, Valium, Xanax e Ativan. Pelo estudo quantitativo da Universidade da Colúmbia Britânica (UBC), de Vancouver, no Canadá, o risco de morte é 1,86 vezes maior em quem utiliza benzodiazepínicos  do que os usuários de drogas ilegais como a cocaína.

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