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"TEMOS QUE IMPEDIR", DIZ AMORIM SOBRE FUSÃO DA EMBRAER


Ex-ministro da Defesa e das Relações Exteriores dos governos Lula e Dilma Rousseff, o embaixador Celso Amorim, no exercício da diplomacia, já saiu em defesa da Embraer, empresa que o Estado Brasileiro ergueu e que mesmo privatizada, em 1994, recebeu gordos financiamentos do BNDES.

Por sua atuação junto à Força Aérea Brasileira, ao ser leiloada, o governo manteve em seu poder a chamada "gold share", ação que garantiu que ela jamais seria vendida ao capital estrangeiro.
Agora, quando seus novos donos negociam uma sociedade com a americana Boeing – a mesma que foi rechaçada na compra dos caças para a FAB por ser impedida pela legislação americana de ceder o código fonte da aeronave aos brasileiros, Amorim alerta para as perdas que esta fusão causará e a necessidade de, com a "gold share"impedir o acordo.
Amorim, que já se declarou "totalmente contrário" a esta negociação, classificando-a como "um crime de lesa-pátria", reconhece que caso o governo Temer utilize-se da golden share para impedi-la, "provavelmente será a primeira decisão boa do governo. Tomara que faça. Porque, desfazer será difícil".
A fusão das duas empresas aéreas não pode ser vista como uma mera negociação comercial. Por se tratar de uma empresa de tecnologia de ponta que trabalha junto com a FAB, envolve estratégias governamentais, inclusive de defesa nacional, que não podem e nem devem ficar à mercê de empresas estrangeiras. Menos ainda de uma empresa americana.

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