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USA se isola na liderança como promotor universal da desigualdade no mundo

Cientista político Luis Felipe Miguel critica a decisão dos Estados Unidos de abolir a neutralidade da internet; "Uma de suas consequências mais importantes é que as grandes corporações poderão garantir prioridade para o acesso aos seus sites, esmagando os outros", diz ele; "As informações vindas da Nestlé ou da Monsanto trafegarão antes daquelas provenientes de movimentos sociais, ONGs e grupos de pesquisa"


O fim da neutralidade da rede é a pá de cal nas ilusões sobre a internet como promotora de democracia, debate livre e pluralidade de opiniões. Uma de suas consequências mais importantes é que as grandes corporações poderão garantir prioridade para o acesso aos seus sites, esmagando os outros.
As informações vindas da Nestlé ou da Monsanto trafegarão antes daquelas provenientes de movimentos sociais, ONGs e grupos de pesquisa. Globo, Estadão, Folha e sites de fake news¹ patrocinados por interesses políticos e empresariais antes do jornalismo independente ou engajado no campo popular e dos espaços de análise política contra-hegemônica..
A internet surgiu para muitos como promessa de ágora, mas para seus desenvolvedores ela sempre foi vista como mercado. Como mercado, ela exclui, marginaliza e reproduz as desigualdades. Trump simplesmente está escancarando esse fato. Por Cientista político Luis Felipe Miguel 

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