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Aumento da tarifa de ônibus em Goiânia para R$ 4,05 é criticado por estudantes da UFG


O Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Goiás se manifestou contra o possível aumento da tarifa do transporte público, de cerca de 10% do valor atual. "Repudiamos a atitude das empresas que monopolizam o transporte coletivo da Região Metropolitana de Goiânia e a complacência dos governos que se aproveitaram de um período de férias para atacar os direitos da juventude e da classe trabalhadora", diz a nota enviada à imprensa.
 
No documento, os estudantes afirmam que não há justificativa para um reajuste, "uma vez que esse aumento supera a inflação acumulada de 2016 e 2017, anos em que não ocorreram aumentos. O reajuste salarial dos motoristas e funcionários das empresas obedeceram a inflação e, por si só, o aumento no valor do diesel não justifica um aumento em torno de 10% no valor da passagem". 

Ainda de acordo com a nota, no último semestre, o DCE-UFG encaminhou uma denúncia ao Ministério Público pedindo o retorno da meia passagem e o aperfeiçoamento do programa passe livre para atender as demandas dos estudantes. "O pedido foi deferido no dia 29 de novembro de 2017, recomendando que no prazo de 20 dias os problemas fossem solucionados, com a ressalva de adoção de medidas judiciais em caso de descumprimento. Apesar da decisão, sabe-se que nada foi feito para solucionar os problemas e também não foi adotada nenhuma outra medida que beneficiasse o usuário do transporte coletivo da capital, como, por exemplo, aumentar o número da frota, trocar os veículos, e a expansão ou criação de novas rotas. Mesmo não proporcionando nenhuma mudança benéfica aos usuários, as empresas podem anunciar um aumento para a segunda quinzena deste mês".

Os estudantes relatam que irão se organizar junto com outros setores da sociedade para tentar evitar a elevação no valor da passagem de ônibus.


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