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O procurador-geral Benedito Torres Neto afirma: 'A situação do sistema penitenciário em Goiás é precário e caótico'


Após reunião com a a presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) e representantes de órgãos, o procurador-geral de Justiça de Goiás, Benedito Torres Neto, classificou como grave a situação do  Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. O membro do Ministério Público de Goiás (MPGO) definiu o sistema penitenciário no Estado como precário e caótico.
Benedito explicou que a força tarefa formada pelo MPGO, Defensoria Pública e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi necessária devido aos problemas encontrados no Complexo Prisional. “Não considero segura de forma nenhuma a segurança no Complexo. Se houvesse segurança nós não precisaríamos ter essa união de esforços”, argumenta.
Em relação à reunião com a ministra, o procurador-geral reforçou a necessidade da participação do Governo Federal para que o problema seja resolvido. Benedito ressaltou a falta de investimentos da União na construção do que considera “um sistema penitenciário”, diferente do sistema de cadeias que o Estado possui.
Benedito acredita que Goiás segue uma situação semelhante ao resto do país no que diz respeito ao sistema penitenciário. O procurador-geral ressaltou a corrupção que envolve os presídio brasileiros e goianos e pontuou que o fato de serem encontradas armas, granadas e drogas nos presídios reflete essa questão.
Segundo Benedito, o MPGO se comprometeu participar do combate à corrupção envolvendo os presídios, sobretudo no que se refere à contratação de agentes prisionais. “Ficar com 5 agentes apenas, como ocorreu na virada do ano é inaceitável. O MP sempre defendeu concursos públicos e vai continuar batalhando por isso”, afirma.

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