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Policiais que atiraram contra refém e assaltante em Senador Canedo são denunciados pelo MP


O Ministério Público de Goiás (MP-GO) denunciou nesta quinta-feira (04) os dois policiais que atiraram contra o refém e o assaltante em Senador Canedo por homicídio qualificado. O órgão também pediu a prisão preventiva dos PMs que, no momento, estão presos temporariamente.
Na quarta-feira (03), a Polícia Civil indiciou apenas um deles por homicídio e o outro por fraude processual. Segundo o Delegado da Polícia Civil, Matheus Noleto, que investigou o caso, as imagens e os laudos periciais realizados pelo Instituto de Criminalística apontaram que, dos quatro militares que desceram da viatura do Grupo de Patrulhamento Tático (GPT) para abordar o carro onde estavam o auxiliar de produção e um assaltante de 17 anos, apenas o soldado Paulo Márcio Tavares, de 29 anos, foi quem atirou duas vezes no refém.
Já o sargento Gilmar Alves dos Santos, de 39 anos, que aparece nas filmagens entrando no carro roubado e atirando seis vezes contra o vidro, com uma pistola que seria do criminoso, teria, segundo a Polícia Civil, tentado simular uma troca de tiros.
“Ficou comprovado que os outros dois integrantes do GPT não participaram da ação que culminou com a morte do refém. Já em relação à morte do assaltante, concluímos que houve legítima defesa, já que ele estava armado com uma pistola calibre Ponto 40, e que com certeza atiraria contra os policiais, caso não tivesse sido neutralizado antes”, relatou o delegado.

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