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Presos confirmam que são eles quem mandam nos presídios, conforme antecipou Jornal Argumento

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Em artigo publicado no site do Jornal Argumento, o Jornalista André Marques antecipou que a primeira rebelião ocorrida no dia primeiro de janeiro em presídio  na cidade de Aparecida de Goiânia, foi um confronto entre integrantes de duas facções, Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital – PCC – e não por melhoria nas  condições de higiene, alimentação e super população.

No artigo intitulado “O que as rebeliões nos presídios escondem”, (leia artigo completo nesta pagina). André Marques antecipou também  “que são os presos quem mandam nos presídios.  Disse ainda que pouco ou quase nada os agentes penitenciários podem fazer diante do abandono do sistema carcerário por parte do Estado.”  


Nesta sexta feira, a pedido da Presidente do STF e CNJ – Conselho Nacional de Justiça -  Ministra Carmem Lucia, o Tribunal de Justiça, juntamente com membros do ministério Publico, defensoria Publica e outras entidades, onde os presos foram  perguntados sobre o que provocou a rebelião.

No relatório Detentos do regime semi aberto da Colônia Agroindustrial do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia (GO) disseram  que a unidade não é controlada por agentes penitenciários, mas por presos das alas B e C, que impõem o medo aos demais internos.

De acordo com os presos, “os agentes não conseguem dominar a cadeia, que é dominada por presos das alas B e C”. Os detentos confirmaram disputas entre facções que dominam tais alas, mas não as nominaram. Eles foram ouvidos pelo presidente do TJ-GO, desembargador Gilberto Marques Filho.

                    Presos fogem com medo de morrer
Um outro relatório, produzido pela Superintendência Executiva de Administração Penitenciária (Seap), informou que, no dia 1º de janeiro, “presos que estavam na alas A e B (supostamente comandada PCC [facção criminosa Primeiro Comando da Capital]), invadiram a ala D, enfermaria B (supostamente comandada pelo Comando Vermelho)”.
O relatório enviado esta semana para a presidente do CNJ informa que 127 detentos da unidade prisional fugiram com medo de morrer, dos quais 105 continuam foragidos. A defensoria pública de Goiás solicitou que eles possam cumprir prisão domiciliar enquanto não se normaliza a situação.

O Jornalista  André Marques também escreveu que o poderio financeiro determina a qualidade de vida dos detentos e os que podem, desfrutam de luxos, como restaurante com cardápios caros, contratam garotas de programa de outros estados, principalmente  de São Paulo, por R$ 5.000,00 em média para visitas intimas, obrigam os semi-albergados a entrarem com drogas e outras regalias que o Estado propõe. 

Prova do que disse o Jornalista André Marques foi o fato de um dos maiores traficantes do Pais, que estava preso em Goiás, emprestar para membros da diretoria do sistema prisional um Jatinho para que fossem as fazendas.


Como sempre, o Jornal Argumento faz um trabalho investigativo antes de publicar matérias e artigos. Sem sensacionalismo e atos midiáticos. Nos mais de 20 anos, o Jornal Argumento antecipou vários fatos e também denunciou diversas irregularidades. Assim é e continuará sendo o principal compromisso do Jornal argumento.  

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