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Golpe deixa 5 milhões no desemprego de longa duração


O golpe e sua recessão deixaram um legado preocupante no mercado de trabalho brasileiro: o desemprego de longa duração. São pessoas que buscam uma vaga, sem encontrar, há um ano ou mais. Havia 5,029 milhões de pessoas nessa condição no quarto trimestre do ano passado, 130% a mais do que no mesmo período de 2014.
Especialistas dizem que, em geral, quanto mais tempo a pessoa fica desempregada, menores são as chances de conseguir uma colocação. Isso ocorre pela desatualização profissional ou pelo estigma do longo período de afastamento.
O total de pessoas desempregadas há mais de um ano estava 5% maior no quarto trimestre de 2017, frente ao mesmo período do ano anterior. As vagas geradas absorveram a mão de obra que procurava emprego há menos tempo.
Segundo Fernando de Holanda Barbosa Filho, pesquisador do Ibre/FGV, a parcela mais jovem da população tem sido a mais afetada por esse desemprego de longo prazo. Do total desses desocupados, 54,1% estão na faixa de 14 a 29 anos de idade.
Outro recorte da pesquisa mostra que o desemprego de longa duração atinge todas as faixas de escolaridade. Dos 5 milhões, 43,6% têm somente ensino médio incompleto; 40,2%, o ensino médio completo; 9,4%, o superior completo. O restante está distribuído em outros níveis de escolaridade.
As informações são de reportagem de Bruno Villas Bôas no Valor.

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