Real Cores

Os trapalhões e a intervenção meia boca no Rio de Janeiro.




Já dizia Delfim Neto nos anos 70 “No Brasil, planejamento é uma forma de projetar o que você não tem ou o que você já gastou.”  A intervenção no Rio de Janeiro, mais uma vez mostra a forma patética e atabalhoada de como o Estado enfrenta suas crises.

Intervenção Nacional  apenas na Segurança Publica é inconstitucional. “O correto era destituir o Governador” disse-me um Juiz e professor em direito constitucional. 

“Ao declarar a incapacidade de manter  a ordem no Estado, O Governo Federal deveria indicar um interventor para o lugar do Governador com  total autonomia.” conclui

Pois bem, o Rio de Janeiro agora tem dois Governantes, um na área da segurança publica, que tudo pode fazer, inclusive prender o governador, subordinado diretamente ao Presidente Michel Temer.  E o Governador Pezão que tenta administrar outros “caos” na saúde e nas finanças.

Na verdade esta intervenção,  que começou sem saber sequer  quem os Militares das  forças armadas vão combater; como será o trabalho conjunto com PM, Policia Civil, Ministerio Publico, Defensoria Publica e o sistema penitenciário, se usarão blindados, por onde começarão e mais uma centena de duvidas que pairam  sobre mais um espasmo do Governo.

Temer tenta usar a intervenção no Rio de Janeiro, rezando para dar certo, pois a segurança publica é apontada nas pesquisas como a maior preocupação do cidadão, como uma forma de ver aumentados os raquíticos números de aprovação do governo dele. 

Com menos de 5% de aprovação e um Carnaval que retratou a criminalidade, a corrupção e sobre elas a figura de Temer a representada por um  vampiro,  jogou ao chão a confiança do cidadão no Presidente. De quebra a Rede Globo saiu de cena depois do vexame que foi imposto à ela pela escola de samba Tuiuti, abalando a já contestada audiência  Global.  

E agora? Qual será o próximo passo? Uma intervenção desta magnitude levaria meses de planejamento o que não aconteceu. Então os soldados continuaram a fazer o trabalho que já estão fazendo desde os jogos pan-americanos? Vão fazer outro pacto com o crime? onde os bandidos não descerão o morro e a policia não subirá por um tempo? Uma trégua? O que  acontecerá?

Na capital Fluminense são mais de 800 comunidades lideradas por facções que assumiram as funções do Estado. Todo efetivo das policias são de 50 mil agentes de segurança. Para tentar combater o crime seriam necessários mais 20 mil.

O trafico de drogas e de armas são  uma instituição que não tem ética, os lideres das facções, como todo bandido,  tem código e, principalmente, a punição, Enquanto o Estado é repleto de leis mas sem nenhuma punição.  Tanto assim que digo que “O Brasil é um dos países com os maiores números de leis, mas quando o assunto é punição vai a zero.

Apenas anunciada, a intervenção tem mais efeito de alertar a bandidagem para dar um tempo,  para que mudem de endereços. É claro que os lideres das facções não vão ficar nos morros conhecidos. 

Há um imenso risco de que eles se espalhem por todo o País consolidando o comando que já mantém do sistema prisional.
Quando o poder publico é chamado às suas funções, tudo vira um caos. Além da violência no Rio de Janeiro e o restante do Pais, a saúde também mata. Assistência ao cidadão não existe.

Por nunca ter um plano de Estado e nem de Governo, o Brasil foi pagando cada vez mais a conta da ineficiência do gestores.
O Que está acontecendo no rio de Janeiro é o retrato do País: totalmente em desordem.

Que a sociedade não seja mais uma vez vitima da falta de uma Politica de Estado e falência dos Governantes.  

    

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