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Petro venezuelano: tiro certo no calcanhar de Aquiles dos EUA


O petro se tornou realidade. Autoridades venezuelanas iniciaram a venda dessa criptomoeda, que tem caraterísticas únicas: trata-se de uma moeda digital oficial gerida pelo governo venezuelano e garantida pelas reservas de petróleo do país, que a faz muito atraente para investidores.
Para o economista venezuelano José Gregorio Piña, o petro representa um golpe duro para os domínios econômico e financeiro dos EUA.
Com a nova criptomoeda venezuelana é possível realizar transações direitas sem passar pelos "canais" financeiros controlados pelos EUA, país que tem em suas mãos a maioria dos "bancos e circuitos financeiros", pelos quais atualmente passam "todas as operações realizadas com moedas soberanas tradicionais", explicou o economista à Sputnik Mundo.
Segundo José Gregorio Piña, de agora em diante a Venezuela conseguirá escapar das sanções norte-americanas, que visam dificultar operações financeiras do país. Ele sublinhou que "por essa mesma razão" a Rússia e a China "planejam e já estão em vias de gerar suas próprias criptomoedas".
O economista lembrou também que os países do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) estão considerando a criação de uma moeda supranacional para transações entre os países que fazem parte do BRICS e da União Econômica Euroasiática, que integra a Rússia, a Armênia, a Bielorrússia, o Cazaquistão e o Quirguistão.
Trata-se de um contra-ataque ao ponto fraco da economia dos EUA – dependência extrema dos circuitos financeiros nos quais se baseia a economia "especulativa" norte-americana, que é "cada vez menos real", sublinhou José Gregorio Piña.
Segundo ele, a criação de criptomoedas levará à desdolarização da economia mundial. Para o economista, a recente viagem do secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, pela América Latina tem a ver com o lançamento do petro.
José Gregorio Piña não descartou também que Washington já há muito tempo tem tentado pôr na Venezuela um governo que favoreça os EUA.

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