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Rapaz tira a vida da própria irmã

Jovem é preso e confessa que matou irmã a facadas após briga por controle remoto da TV: 'Perdi a cabeça'


(Foto: TV Anhanguera/Reprodução)

Na delegacia, rapaz de 20 anos contou que golpeou a irmã, de 18, porque ele estava vendo um canal e ela queria assistir outro, em Goiânia. Crime deixou até mesmo delegado surpreso.

Um jovem de 20 anos foi preso suspeito de matar a irmã, de 18, após uma briga motivada porque ambos queriam assistir canais de TV diferentes, na casa onde moravam, em Goiânia. Na delegacia, Adilson Marques confessou o crime, contou que os dois brigavam bastante, mas se diz arrependido. A vítima, Flávia Gabrielle de Souza Marques, foi ferida com três facadas e não resistiu.

O crime ocorreu na noite de terça-feira (20), no Setor Recanto das Minas Gerais. Após ser detido, ele contou como tudo aconteceu e alegou que 'perdeu a cabeça'.

"Foi briga por causa de televisão. Ela queria assistir outro e não deixei. Ela enfezou, começou a brigar. Aí perdi a cabeça, peguei a faca e fui para cima dela", disse Adilson.

O jovem relatou ainda que está muito arrependido e que, se pudesse voltar atrás, "pensaria nas consequências".

De acordo com as investigações, após esfaquear a irmã, o suspeito foi até a casa da avó e contou o que tinha feito. A própria família foi quem chamou a polícia. Ele foi detido no Centro de Apoio Integral à Saúde (Cais) do Parque Amendoeiras quando buscou atendimento, pois acabou machucando a mão enquanto golpeava a vítima.





Até mesmo o delegado que registrou o flagrante, Paulo César Bertoldo, ficou surpreso com o que aconteceu. Segundo ele, apesar de presenciar ocorrências até mais complicadas, o caso chama atenção.

"A gente está acostumado a ver casos piores. Mas um caso desse gera muita comoção social porque um irmão matar uma irmã realmente é diferente, não é o padrão normal, um roubo, um assalto, que está comum no Brasil. Quando aconteceu um fato desse, causa estranheza e surpresa", revela.

Segundo informações, rapaz que tirou a vida da própria irmã, é portador de deficiência mental.

Adilson deve responder pelo crime de homicídio qualificado, por motivo fútil. Se condenado, pode pegar de 12 a 30 anos de prisão.

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