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Segurança Pública é destaque nos discursos dos Pre Candidatos à República



O debate sobre Segurança Pública no País está no centro do debate eleitoral.

A escalada da violência, registrada por quase todos os Estados brasileiros e não só no Rio, levou os pré-candidatos a defenderem como prioridade zero o combate ao crime. As propostas vão desde a criação de ministério e agência de segurança, ao aumento dos recursos e o armamento da população.



O deputado fluminense Jair Bolsonaro (PSC), que é contra a intervenção, defende o fim do estatuto do desarmamento e a mudanças na lei de migração. Sobre a intervenção, declarou ao O Antagonista: "É uma intervenção decidida dentro de um gabinete, sem discussão com as Forças Armadas. Nosso lado não está satisfeito. Estamos aqui para servir à pátria, não para servir esse bando de vagabundos". 



O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), usa em seu discurso a taxa do homicídio do Estado, de 8,02 por 100 mil habitantes, como trunfo. É a menor entre os entes da federação. Ele propõe ainda criar uma agência nacional de inteligência, ligada diretamente ao presidente da República com foco no combate ao tráfico de armas, de drogas e lavagem de dinheiro e um ministério para área. " Tirar bandido da rua, ao contrário do que muita gente fala, dá sim resultado". O tucano declarou ontem que a intervenção no Rio foi uma medida "extrema, mas necessária".

O PT, o PCdoB e o PSOL acreditam que a medida é "política" e está sendo usada como uma cortina de fumaça para a reforma da Previdência. O ex-ministro da Justiça Tarso Genro, um dos formuladores petistas para a área, diz que a saída passa pela reconstrução do Pronasci, que previa, entre outras coisas, a criação das UPPs que, segundo Tarso, tiveram a finalidade desvirtuada.


O ex-governador Ciro Gomes (PDT), disse que a "motivação é mesquinha e politiqueira", "mas corresponde a súplica da sociedade". Ele elogiou ainda as Forças Armadas. 

Marina Silva, da Rede, afirmou que a incapacidade administrativa levou a atual situação: "A intervenção reflete a inação de sucessivos governos que negligenciaram a segurança deixando apenas para os Estados a responsabilidade

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