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Casal é preso após usar cartões de terceiros para realizar compras pela internet.


Um casal suspeito de utilizar cartões de crédito de outras pessoas para fazer compras pela internet foi preso no fim da tarde desta quarta-feira (21), em Goiânia. Segundo a Polícia Civil, eles foram abordados enquanto recebiam novas mercadorias pelo correios na casa onde moram, no Setor Celina Park.

O Grupo de Repressão a Estelionato e Outras Fraudes (Gref) e da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic) foram responsáveis pela investigação que prendeu Rogério Alves dos Santos e sua esposa, Rafaela de Paiva Vaz Diniz. De acordo com a PC, as investigações começaram no início deste mês após uma denúncia anônima de que o casal recebia em uma casa mercadorias em nome de terceiros.

Segundo informações do delegado, Ivaldo Mendonça, o casal conseguia os dados dos cartões através de outros criminosos que invadiam as contas instalando programas de captura de dados nos computadores das vítimas. A polícia acredita que eles praticam o crime desde 2015.

“Após adquirir os dados bancários das vítimas, eles realizavam compras pela internet e usava uma página eletrônica e um perfil em redes sociais para vender os produtos que eram comprados. Recentemente eles até criaram um site de importação e exportação para a venda desses produtos”, conta o delegado.

A Polícia Civil informou que o casal realizava compras no valor de R$10 mil por mês, e que foi constatado que eles estavam construindo uma casa em um bairro nobre da capital e possuindo carros de luxo. A polícia acredita que seja fruto dos lucros que eram obtidos através da prática criminal.

Na casa do casal, os policias encontraram diversos produtos adquiridos de forma fraudulenta, como medicamentos, cosméticos, brinquedos e eletrônicos. Também foram encontrados embalagens que eram utilizadas para o envio das mercadorias, além de vários dados de cartões de crédito.


Durante a abordagem, eles entregaram documentos de identificação falsos aos agentes. Rogério e Rafaela foram presos em flagrante e vão responder pelos crimes de furto praticado mediante a fraude e concurso de pessoa, e uso de documentos falsos. Eles podem pegar até 14 anos de prisão.


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