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Cassado e inocentado pela Justiça, ex-senador Demóstenes Torres quer voltar ao Senado


A defesa do ex-senador Demóstenes Torres (PDT-GO) protocolou nesta quinta-feira (1º) no Supremo Tribunal Federal (STF) pedido de anulação de seu processo de cassação, ocorrido em 2012 após ele ser acusado de usar o mandato para favorecer o bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Se o pedido for atendido, ele pode disputar uma vaga ao Senado nas eleições do próximo ano.

A defesa aguardava até esta quarta-feira (28) análise da petição protocolada no Senado Federal sobre o caso, mas afirma nunca ter recebido resposta. Por telefone, a Casa disse ao G1 que aguardava informações do setor responsável para informar sobre a avaliação do documento.

Demóstenes foi cassado em julho de 2012 por quebra de decoro parlamentar, acusado de usar o mandato para favorecer o bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e está inelegível até 2027.

“O processo no Senado teve como início, meio e fim as escutas telefônicas colhidas nas operações Monte Carlo e Vegas. Essas escutas telefônicas foram declaradas ilegais pelo Supremo Tribunal Federal e depois inutilizadas, destruídas pela Justiça”, disse o advogado de Demóstenes, Pedro Paulo Medeiros.

“Se elas foram inutilizadas e destruídas, é porque não podem ser utilizadas em nenhum lugar. É como se nunca existiram. Se nunca existiram, como podem estar dentro de um processo no Senado ensejando um processo, uma condenação, uma cassação e uma inexigibilidade?”, questionou.

Denúncia

Na denúncia, instaurada em junho de 2013, Demóstenes respondia pelos crimes de corrupção passiva e advocacia privilegiada. Ambos têm relação com as investigações das Operações Vegas e Monte Carlo, realizadas entre 2008 e 2012.

Na época, o MP-GO afirmou que o político recebeu vantagens, como viagens, bebidas caras, eletrodomésticos de luxo eletrodomésticos de luxo e recebimento de R$ 1,52 milhão.

Em outubro de 2016, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou a validade de provas obtidas em gravações telefônicas envolvendo o ex-senador. Diante da medida, em junho deste ano, o TJ-GO, por meio da Corte especial, definiu pelo arquivamento.

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