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Eu vou brigar até ganhar, diz Lula sobre candidatura



Com a Justiça prestes a decidir se ele será ou não preso em razão da condenação no processo do tríplex, o ex-presidente Lula diz, em entrevista a Mônica Bergamo, que é um homem muito tranquilo, que sabe que será absolvido. 


Ele rechaça, entretanto, abrir qualquer discussão sobre candidatura alternativa no PT. “Se eu fizer isso, minha filha, estou dando o fato como consumado”, afirma. 


“Eu vou brigar até ganhar.” Para o petista, ele está sendo transformado em vítima desnecessária ao ser ameaçado de ficar fora das eleições. “Eu quero saber o seguinte: eu, proibido de ser candidato, na rua fazendo campanha, como eles vão ficar?” 


Lula aposta em uma disputa novamente dominada por PT e PSDB em outubro. E aconselha o presidenciável Ciro Gomes (PDT) a não falar mal de seu partido. “Vamos ser francos: pela direita, ninguém será presidente sem o apoio dos tucanos. Pela esquerda, ninguém será presidente sem o PT.” 



Ele diz que não tem medo de nada e não sairá do país. “Tô achando que eu sou o cara que nasceu para viver 120 anos. Dizem que ele já nasceu, quem sabe seja eu?” Declara, porém, que as acusações causaram grande mal à sua família. “Eu tenho todos os meus filhos desempregados. E ninguém consegue arrumar emprego.” 



O petista falou ainda sobre as acusações contra Michel Temer (MDB) na delação da JBS e diz que houve tentativa do Grupo Globo, que revelou o caso, de golpe. 



“Àquele golpe tinha como pressuposto básico o Temer cair, o Rodrigo Maia [presidente da Câmara] assumir e o [Rodrigo] Janot ter terceiro mandato [na Procuradoria-Geral].” 

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