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Ex-presidente Nicolas Sarkozy é detido.




O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy foi detido nesta terça-feira (20) para interrogatório em meio à investigação sobre suspeitas de financiamento ilícito líbio de sua campanha eleitoral em 2007. 


O francês, que governou o país europeu entre 2007 e 2012, é ouvido pela primeira vez no inquérito de agentes do Escritório Central de Luta contra a Corrupção e as Infrações Financeiras e Fiscais (OCLCIFF) em Nanterre, nas proximidades de Paris.

A informação foi publicada pelo “Mediarpart” e pelo jornal “Le Monde” e confirmada pela agência France Presse. Os juízes de assuntos financeiros investigam, desde abril de 2013, acusações sobre o financiamento da campanha presidencial de 2007 de Sarkozy pela Líbia, governada na época por Muamar Kadafi. 


O então líder líbio foi destituído e morto em 2011, durante a Primavera Árabe — onda de protestos pelo Norte da África e Oriente Médio que resultou na derrubada de uma série de regimes autoritários.

As acusações foram formuladas pelo franco-libanês Ziad Takieddine e alguns ex-funcionários líbios. Outros ex-empregados negaram o esquema. O ex-chefe de Estado francês sempre desmentiu as denúncias.

No caso, revelado em 2012 após a publicação pela “Mediapart” de uma nota sobre a suspeita de um financiamento líbio da campanha de Sarkozy, também é investigado o ex-secretário-geral do Palácio do Eliseu Claude Guéant por falsificação de documentos e fraude fiscal.

Os magistrados investigam uma transferência de 500 mil euros (mais de R$ 2,02 milhões) recebida por Guéant em março de 2008, procedente da empresa de um advogado malaio. O comprador afirmou que a quantia dizia respeito à venda de dois quadros.

Outro intermediário, o empresário Alexandre Djouhri, apresentado como um personagem-chave da investigação, foi detido em janeiro em Londres. Ele continua em prisão preventiva, à espera de uma audiência sobre a eventual extradição para a França, prevista para julho.

A detenção de Sarkozy pode ser prolongada por até 48 horas. Segundo a legislação francesa, uma pessoa pode ser levada sob custódia para que a polícia ou o juiz o interrogue “unicamente se existe uma ou várias razões plausíveis para suspeitas que tenha sido cometido ou tentado cometer um crime ou delito punido com uma pena de prisão (e não com uma simples multa)”. Após o período de interrogação, a pessoa detida pode ganhar liberdade ou comparecer diante a um tribunal para que receba uma decisão sobre a eventual condenação.

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