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Governo Temer quer mudar regras do Farmácia Popular e acirra ânimos do setor


Ministério da Saúde deverá alterar o mecanismo de atuação do programa Farmácia Popular, que oferta medicamentos à população com até 90% de desconto em unidades da rede privada. O setor, porém, alega que as mudanças poderão levar ao descredenciamento de centenas dos cerca de 31 mil estabelecimentos conveniados. As novas regras deverão ser publicadas nesta segunda-feira (26) por meio de uma portaria.
Atualmente as farmácias conveniadas são reembolsadas pelo programa por meio de uma tabela com valores pré-definidos pelo governo. Pelo novo sistema que deverá ser adotado, os repasses serão feitos com base nos preços cobrados pelos fabricantes dos medicamentos às farmácias acrescido de uma margem de 40% mais impostos. Ao menos 22 remédios deverão Segundo o ministério, a nova sistemática deverá resultar em uma economia de até R$ 800 milhões aos cofres públicos.
Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, o diretor do Sindusfarma, Nelson Mussolini, destaca que no ano passado o governo Michel Temer fechou as unidades próprias do programa Farmácia Popular, alegando o alto custo de logística, que chegaria a 80%, contra o custo do próprio medicamento, que seria de apenas 20%.
"Ele dizia que o custo era 80%. Como ele quer que as farmácias do mercado façam por metade do custo logístico que ele dizia que tinha nas farmácias dele? As informações não fecham com a realidade dos fatos", disse Mussolini à reportagem

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