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Jovem deu carona para amigo assassinar ex-namorada e depois o matou, diz polícia


A Polícia Civil afirmou que o autônomo Deyvid Rodrigues Gomes Chaves, de 28 anos, deu carona para o amigo, Marcos Alexandre Assis, de 31 anos,  matar a ex-namorada, Yone Gloria da Cunha Novais, 21 anos, em Trindade, na Região Metropolitana. Em seguida, ele teria ajudado na fuga e o assassinado. Apesar dele negar as acusações, a corporação diz não ter dúvidas da autoria dos crimes, ocorridos na terça-feira (14).

Segundo o delegado Arthur Fleury, que apura a morte de Marcos Alexandre, Deyvid admitiu que levou o amigo de Abadia de Goiás até Trindade, mas não sabia da intenção dele de matar a ex. Em seguida, sustentou ainda que deu carona para o corretor sem saber que ele havia cometido o assassinato.

"Ele alegou que deu carona para o amigo até Trindade para que ele recebesse um dinheiro, mas não sabia de quem. Deyvid disse que não viu Marcos Alexandre atirar contra Yone, e deu carona de volta para ele até Abadia de Goiás, de onde tinham saído. A versão dele é de que, depois de ter deixado o amigo, ouviu um tiro e voltou para ver o que tinha ocorrido”, explica.

Fleury afirmou que a história não se sustenta e trata a versão como "fantasiosa", uma vez que a perícia já descartou a possibilidade de suicídio.

“A história dele não convence, é fantasiosa, a própria perícia constatou que foi um tiro de curta distância. A motivação está sendo investigada. Descartamos a hipótese de homicídio e a possibilidade de alguém ter seguido eles após o crime. Ele ficou ao lado do corpo se debatendo, forjando uma comoção que não nos convenceu, e foi preso pelos crimes”, destacou.


Já o delegado Vicente Stabile, que apura a morte de Yone, afirmou que também não tem dúvidas de que Marcos Alexandre é o responsável pelo assassinato.

"Para a polícia não há dúvidas de que o Alexandre matou a ex-namorada, foi ajudado pelo transporte feito por Deyvid, e morto pelo mesmo. O próximo passo da investigação é apontar o porquê de Deyvid ter matado o amigo”, pontua.

A mulher de Deyvid, no entanto, defende o marido. "Eu estava junto com ele quando na hora que o Alexandre chegou e pediu para levá-lo em Trindade para receber um dinheiro. Estou desesperada porque eu conheço meu esposo e sei que ele não tem coragem de fazer isso. Se ele [Alexandre] tivesse falado que ia matar a namorada, jamais ele teria feito isso porque meu marido não é desse tipo de pessoa", afirma Vanderléia da Costa.

Nenhum dos três tinha passagens pela polícia. Deyvid responderá tanto por homicídio em relação a Marcos Alexandre e por feminicídio pela participação na morte de Yone. Se condenado, pode pegar uma pena que varia entre 24 a 60 anos.

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