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Matéria especial: Caos, a marca dos 15 meses da Gestão de Iris Rezende.




A Administração do prefeito Iris Rezende está completando 15 meses. O equivalente a 30% dos 4 anos que ele deve ficar à frente do Paço Municipal. E passados os 15 meses da gestão de Iris Rezende, que segundo ele, seria "a melhor administração da vida dele", o Jornal Argumento fez um balanço rápido deste período e concluiu que Goiânia vive, sem dúvida alguma, um dos piores períodos da Capital. A seguir pontuamos o caos que assola o município em quase todas as áreas 

Saúde - O atendimento na Saúde está um caos. É desumano o que está acontecendo. Só em 2017 cerca de 581 pessoas morreram em Goiânia por conta da falta de atendimento.

Atendimento bucal - Goiânia foi manchete nacional noticiando que cidadãos estavam arrancando o próprio dente com alicate de construção por que o serviço bucal da prefeitura estava fechado. Tinha profissionais, mas não tinha material.
IMAS - O Instituto de Saúde dos Servidores - teve todos os recursos a ele destinado desviados. Médicos e hospitais não foram pagos e deixaram de atender os segurados. A prefeitura confiscou o dinheiro descontado todo mês no contra cheque do funcionalismo e deixou a categoria sem atendimento médico.

SAMU - Dos 22 veículos do SAMU apenas um ou dois estão em condições de atender casos de emergência. O SAMU praticamente acabou em Goiânia, apesar de o Ministério da Saúde continuar enviando dinheiro mensalmente para manutenção de veículos. 
Regulação - A Central de Regulação da Secretaria de Saúde gastou mais de 4 milhões na aquisição de um software-fake que não funciona. O equipamento não regula o sistema. A troca não funcionou e o que já era ruim piorou, sem falar no gasto de mais de 4 milhões de reais.
Medicamentos - Na Campanha Eleitoral de 2016 o então candidato Iris Rezende prometeu entregar medicamentos na casa do cidadão. Na prática não tem remédios nem nas unidades de saúde e muito menos para quem precisa de medicamentos de alto custo. A prefeitura chegou ao ponto de entrar na justiça para deixar de entregar alguns medicamentos e insumos ao goianiense.
UTIs - Um grande esquema de corrupção se instalou na Secretaria de Saúde, que não consegue desmontá-lo. Vereadores denunciam que mais da metade das UTIs está ociosa, mas existe a suspeita de que tem gente mesmo assim recebendo por isso. Todos os dias cerca de 200 UTIs ficam vazias, mas o novo software que a prefeitura comprou não consegue achá-las.
- A fila da morte, onde ficam os pacientes que aguardam UTI, agora passa dos 3 dígitos. Chegando a 138 pessoas aguardando vaga, e as vagas ociosas.

Corrupção na SEPLAM - Um advogado denunciou na Câmara Municipal que em troca de propina, fiscais da Secretaria de Planejamento estariam assinando obras como RTs, Responsáveis Técnicos. O nome deles na placa de RT afastaria outros fiscais da prefeitura e a obra poderia ser feita sem nenhum problema com a fiscalização.

Além disso, um prédio construído próximo a Praça do Sol, no setor Oeste, ficou 20 metros maior do que consta no projeto. A suspeita é de que a fiscalização fechou os olhos e abriu os bolsos.

Merenda - Por falta de pagamento os fornecedores de carne para a merenda escolar deixaram de entregar os alimentos. A merenda está rala e as vezes é só arroz e feijão.

Faltam professores - Já está em andamento o terceiro mês deste ano letivo de 2018 e, por incrível que pareça, boa parte das escolas e Cmeis não tem professores e nem funcionários. O déficit é de mais de 2.000 profissionais, mas a Secretaria de Educação só está tentando amenizar o problema agora, com o ano letivo em andamento. Por causa disso escolas estão fazendo revezamento de professores e Cmeis fechando o turno da tarde.
Não tem uniforme - O primeiro semestre letivo já acabou e até hoje a prefeitura de Goiânia não entregou e, parece que nem vai entregar, os uniformes para os alunos. A alegação, segundo diretores de escolas, é que a prefeitura não tem dinheiro para a educação.

- Despejo de Conselhos Tutelares - Os Conselhos Tutelares estão jogados às traças. Falta tudo e nesses 15 meses da gestão Iris Rezende 3 Conselhos já sofreram ou estão sofrendo processo judicial de despejo por falta de pagamento do aluguel.

- Buracos nas ruas - O tempo de permanência dos buracos nas ruas de Goiânia quadruplicou. A falta de profissionais, equipamentos e material, fizeram com que as ruas permaneçam mais tempo esburacadas. A prefeitura diz que todo dia faz o serviço de tapa buracos, mas é nítida a falta de equipes em número suficiente.

- Mato alto - A prefeitura de Goiânia abandonou de vez a roçagem do matagal que toma conta da cidade. Em algumas ilhas e praças o serviço é feito esporadicamente. Os lotes particulares não estão sendo limpos, apesar da ameaça da prefeitura de limpar e mandar a conta para o proprietário. O mato alto faz aumentar a sujeira e a incidência de dengue na cidade.
- Coleta de lixo - Faz tempo que Goiânia deixou de ter uma coleta de lixo honesta e eficiente. Não há mais data para a passagem do caminhão na porta da casa dos moradores. Ele passa com irregularidade, e o lixo fica dias e às vezes semanas a espera do caminhão coletor.
- Iluminação pública - Estranhamente a prefeitura manteve o contrato de manutenção com uma empresa terceirizada. O contrato é um absurdo. A empresa recebe um valor fixo por mês, mas não tem metas e nem números a serem alcançados. Ou seja se trocar uma ou um milhão de lâmpadas, recebe o mesmo valor, e a cidade está as escuras.
- Limpeza de cemitérios - Até hoje a prefeitura não conseguiu criar uma equipe de limpeza e manutenção dos cemitérios públicos da cidade. Assim, o mato alto e a sujeira desrespeitam a memória dos mortos enterrados nos túmulos em Goiânia.
- Marginal Botafogo - A prefeitura não consegue explicar os problemas dessa importante avenida da capital. São feitos apenas remendos. O conserto é demorado e não resolve o problema.
Parece que a prefeitura está com receio de fechar toda a marginal para fazer o trabalho necessário e honesto. O medo é por que em ano eleitoral o fechamento da pista pode provocar estragos em algumas candidaturas.

- BRT - Apesar do anúncio da retomada da obra por enquanto isso ainda é lenda. Estão apenas recolocando as barreiras de concreto e limpando os canteiros de obras. E o pior, o trecho da avenida 4ª Radial permanecerá abandonado e destruído. E foi esse o único trecho iniciado pela gestão de Iris Rezende. O trecho da obra que ele começou vai continuar parado.
- Transporte Coletivo - A prefeitura entregou de vez o comando do transporte coletivo às empresas de ônibus. A CMTC serve apenas como garantidora dos interesses dos ricos empresários. O transporte está cada dia pior, violento e decepando pés e mãos de passageiros. Iris entregou o transporte coletivo aos seus amigos de longa data, Hailê Pinheiro e Odilon Santos.
Pontos de ônibus - A prefeitura ficou responsável de trocar e melhorar os pontos de ônibus da capital, mas até agora não fincou um único parafuso. Vai ficar só na promessa de novo.

Comurg falida - A empresa foi entregue a um partido político que tem como interesse as eleições deste ano. Falida e sem perspectiva de melhora, o jeito foi demitir 750 trabalhadores.

Instituto de Previdência - Reportagem recente do Jornal O Popular revelou que a Previdência dos servidores da Prefeitura de Goiânia está falida. Fruto dos administradores ligados a políticos que cuidam do Instituto. Não tem salvação.

Trânsito - Vai muito mal, obrigado. Chegou ao absurdo de o secretário de Trânsito, Fernando Machado, tomar atitudes contrárias à melhoria do transporte coletivo por que não sabe que se o transporte melhorar o trânsito melhora. Falta visão, competência e os interesses econômicos das empresas de ônibus estão sempre em primeiro lugar.
A administração atual já considerada a pior dos últimos anos da historia de Goiânia. E as dividas herdadas pelo prefeito é a única explicação para o caos e o abando ao município.

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