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Michel Temer, o coronel aposentado da PM João Baptista Lima Filho, envolvido nos esquemas do Porto de Santos e alvo da delação da JBS.




O presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Manoel de Queiroz Pereira Calças, suspendeu novamente uma licitação de R$ 260 milhões, suspeita de direcionamento para favorecer um amigo de Michel Temer, o coronel PM aposentado João Baptista Lima Filho, alvo de delação da JBS.

O antecessor de Calças, desembargador Paulo Dimas Mascaretti, havia prorrogado um contrato —firmado em 2013 com o consórcio Argeplan-Concremat— para elaborar projetos e fiscalizar obras nos fóruns.

Em outubro de 2017, a desembargadora Maria Lúcia Pizzotti pediu o cancelamento da licitação e acusou Mascaretti de omissão, por não investigar supostas irregularidades que apontou no contrato.

Na ocasião, em sessão do Órgão Especial, Calças manifestou apoio e solidariedade dos pares a Mascaretti. Em nota, o então presidente condenou a despropositada e leviana, em suas palavras, afirmação de que houve omissão.

Um mês atrás, Calças recebeu a desembargadora em audiência. Pizzotti apresentou dados sobre a impugnação ao contrato ainda vigente. Dias depois, ela se reuniu com assessores do presidente, quando questionou valores, considerados vultosos, e serviços pagos e não executados.

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