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Quadrilha especializada em roubo de cofre de agências bancárias é desarticulada em Goiás.


Cinco pessoas presas e três suspeitos mortos. Esse foi o saldo do trabalho realizado em conjunto do Grupo de Antirroubo a Banco (GAB) da Polícia Civil e a a Polícia Militar para desarticular um quadrilha especializada em roubo a cofres de agências bancárias em Goiás.

Segundo o delegado da GAB, Samuel Pereira Moura, o grupo foi detido durante uma ação em Carmo do Rio Verde, ocorrida na madrugada deste domingo (25). Nela, os criminosos já estavam preparados para entrar no local e abrir o cofre. “Eles iam direto no cofre da agência, pois entendiam que o lucro seria mais significativo do que com destruições de caixas eletrônicos”, explica.

Na ação, houve confronto com os agentes e três suspeitos foram alvejados e morreram. Com eles, os agentes apreenderam um fuzil com luneta 7 mm, uma pistola Glock e outra pistola .40.

Durante as investigações, que se iniciaram após o ataque de uma agência do Banco do Brasil de Crixás, no último dia 4, os agentes ainda mapearam outras cidades que poderiam ser alvo de ataques do grupo: Itaguari, Itaguaru, Taquaral, Uruana e Rialma. Segundo delegado, toda a ação do grupo era bem detalhada diante o objetivo final.

“Eles tinham todo um aparato de inteligência para a ação. Eles chegavam nos locais com certa antecedência notavam o fluxo e quantidade de policias na cidade, local do quartel, aluguel de veículos para a ação, funcionamento de bancos. Tudo isso para a execução do crime”, destaca.

O grupo tinha uma parcela de integrantes do Mato Grosso e ainda contavam com o auxílio de uma facção criminosa do Rio de Janeiro. Essa atitude, segundo o major Durvalino Câmara, da Polícia Militar (PM) demostra que cada vez mais as quadrilhas estão tendo um tipo de inteligência.

“Esse grupo utilizavam bloqueadores de sinais de celuares para dificultarem os trabalhos dos agentes. Utilizamos rádios para nos comunicarmos nessa operação. A utilização desse produto não é novidade, mas demostra que cada vez mais eles estão se preparando para cada ação”, aponta

Além disso, o grupo contava com ferramentas específicas como furadeira eletromagnética, baterias para descarregar o cofre eletrônico, lixadeira, entre outros. “São ferramentas bem específicas que, nas mãos de pessoas que realmente saibam utilizar, abrem um cofre em relação de pouca horas”, destaca o delegado, que não quis divulgar os valores levados pelos criminosos, mas garantiu que foi uma quantia maior do que conseguiriam com explosões de caixas eletrônicos.

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