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Goiano é condenado a oito anos por fazer parte de célula do Estado Islâmico, na Espanha




O goiano Kaique Luan Ribeiro Guimarães foi condenado há oito anos de prisão por fazer parte de uma célula jihadista ligada do Estado Islâmico. Além dele, outras nove pessoas também foram condenadas, sendo cinco marroquinos e quatro espanhóis conforme divulgado por uma agência internacional.

Conforme informou a GloboNews, Kaique foi detido quando tentava atravessar a fronteira da Turquia para chegar a Síria. Ele já era monitorado pela polícia de Catalunha, por indícios de ter ligações com uma célula do Estado Islâmico. Além disso, junto com o grupo, o goiano planejava ataques em Barcelona.

Ele foi levado a Espanha, onde foi condenado. Três líderes do grupo foram condenados a 12 anos de prisão. Para o canal fechado, a mãe do goiano alegou que vai recorrer e que acredita na versão do filho, de que ele estava de férias na Turquia e que seu filho é um cidadão de bem.

A família do goiano Kayke Luan Ribeiro Guimarães, de 21 anos, condenado por terrorismo na Espanha, afirmou que recorrerá da sentença. Nesta terça-feira, a Justiça espanhola condenou Kayke a oito anos de prisão pelo crime de integração de organização terrorista.

Kayke foi detido em dezembro de 2014 na Bulgária quando tentava chegar à Síria para se unir ao grupo Estado Islâmico, segundo a polícia da Catalunha, que conduziu as investigações.

Apesar da condenação, a família sustenta a versão alegada inicialmente pelo jovem à polícia, de que ele viajava de férias e não sabia dos planos do grupo.

— Meu filho não tem do que se arrepender porque não fez nada de errado. Ele estava só viajando de férias — disse em entrevista ao GLOBO a mãe de Kayke, Amaurinda Ribeiro, ao saber da sentença.

Amaurinda afirmou que o advogado da família vai recorrer da decisão. Historicamente, a Justiça espanhola costuma negar reversões de pena em casos de terrorismo. Além disso, o caso foi julgado pela Audiência Nacional, a mais alta corte da Justiça na Espanha e responsável por casos de terrorismo.


Desde que Madri sofreu, em 2004, um atentado simultâneo em trens e metrôs da cidade — o ataque jihadista mais letal até hoje na Europa, com 190 mortos —, a polícia e os serviços de inteligência espanhóis montaram um dos maiores sistemas de investigação de terrorismo de toda a União Europeia.

Desde o ataque — na época reivindicado pela rede terrorista al-Qaeda em represália à participação da Espanha na guerra do Iraque —, a Espanha não havia sofrido atentados até o ano passado.

Em agosto de 2017, um membro de uma célula terrorista também da região da Catalunha invadiu com uma van o passeio central das Ramblas, um dos principais pontos turísticos de Barcelona, atropelando mais de cem pessoas e matando 14.

O grupo ao qual Kayke pertencia também planejava ataques em Barcelona, de acordo com investigações do procurador-chefe da Audiência Nacional, Javier Zaragoza, autor da acusação contra o brasileiro.

Além de Kayke, outros nove homens — oito marroquinos e um espanhol — foram condenados na mesma sentença a penas que variam entre oito e dez anos de prisão.

Desde que foi detido, Kayke esperava a decisão da Justiça em prisão preventiva, em uma penitenciária de Leon, no oeste da Espanha.


A família fazia visitas mensais ao jovem, segundo a mãe, que também mora na cidade de Terrassa, ou Tarrassa, na Catalunha.

Segundo a polícia da região, Kayke se mudou para a Espanha com a família aos 12 anos. Em Terrassa, onde morava, se converteu ao islamismo e depois se radicalizou, ainda de acordo com as investigações.

A polícia afirma que ele planejava se unir às frentes de batalha do Estado Islâmico na Síria, onde receberia um salário. A família nega.


































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