Real Cores

secretário de Saúde descarta epidemia de H1N1 em Goiás.




A Secretaria Estadual de Saúde de Goiás (SES-GO) confirmou, nesta terça-feira (10), que pelo menos 63 casos de infecção pelo vírus foram confirmados no estado, além de oito óbitos provocados pelo H1N1. De acordo com o secretário de Estado da Saúde, Leonardo Vilela, a vacinação contra o vírus iniciará ainda essa semana e ações estão sendo desenvolvidas pela SES para o enfrentamento da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), causada pelo vírus H1N1.

“Estamos qualificando profissionais de saúde sobre a aplicação correta do protocolo de tratamento e disponibilizando leitos de enfermaria e de UTI para os casos mais graves. Nós temos o medicamento específico para o H1N1, que está distribuído em todo o estado e temos doses suficientes. Além disso, o nosso laboratório está preparado para fazer um diagnóstico rapidamente do material coletado dos pacientes suspeitos”, afirmou.

O secretário explicou ainda que não há epidemia em Goiás, e sim uma situação de alerta. Segundo ele, há menos casos de H1N1 este ano do que em 2016 e muito menos óbitos. “Nessa mesma época, em 2016, nós tínhamos 34 óbitos, esse ano nós temos seis”, afirmou.

Vacinação

Com relação a antecipação da vacinação, Leonardo afirmou que até amanhã Goiás receberá 650 mil doses. A previsão é de que todos os municípios goianos estejam com as dosagens para que na sexta-feira (13) se inicie a imunização.

O principal motivo dessa antecipação é evitar uma epidemia no Estado. “É uma situação que não acontece no restante do país, por isso Goiás será o único estado do Brasil que começará a distribuição no dia 13, o outros só começarão no dia 23”, disse o secretário.

Até dia 16 de abril Goiás receberá mais 300 mil doses. “Provavelmente nós seremos o primeiro estado a concluir a vacinação dos grupos de risco”, salientou. Só para Goiânia serão 191 mil doses, o que corresponde a metade das doses que a capital vai receber durante toda a campanha de vacinação.

Leonardo explicou ainda que as vacinas vem especificamente para os grupos de risco. “As pessoas que não estão nesse grupos devem recorrer as redes privadas”, afirmou.

SAIBA MAIS

Alguns pacientes apresentam risco maior de complicações após infecção pelo vírus H1N1:
Portadores de doenças pulmonares crônicas (asma, por exemplo);
Cardiopatas;
Portadores de doenças metabólicas crônicas, como a diabete;
Imunodeficientes ou portadores de imunodepressão;
Crianças com menos de 2 anos;
Grávidas ou mulheres no período pós-parto;
Adultos com mais de 60 anos;
Pacientes debilitados;
Portadores de doenças renais ou hemoglobinopatias.

Nenhum comentário

Tecnologia do Blogger.