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Artigo:Quando aprenderemos a protestar?


Há anos apoiamos a “onda” e nunca o racional. Se a onda é protestar, lá vamos nós, sem saber o que estamos fazendo, mas estamos.

Em 2013 a onda era protestar contra os R$ 0, 13 de aumento sobre as passagens do transporte coletivo. Milhões de pessoas foram as ruas, sendo que grande maioria dos manifestantes tinham veículos, mas se a onda é protestar  contra o aumento das passagens, lá vamos nós. Dos R$ 0,13 resultaram na mudança dos  protestos pela melhoria da saúde,  fim da corrupção, melhora da  educação e, de quebra,  o fora Dilma.  Sem uma pauta definida, logo abandonamos as ruas.

Depois veio o protesto contra o aumento dos combustíveis. Um gênio espalhou nas redes sociais que, se abastecer R$ 0,50, pedir nota fiscal e pagar com o cartão de credito forçaria o governo a reduzir o preço dos combustíveis.


O protesto não poderia ser mais benévolo ao governo e as  empresas de cartão de credito. Ou seja, depois de abastecer os R$ 0,50 pagavas se com cartão de credito. Ótimo para as operadoras que faturavam 5% de taxa de administração. O Governo por sua parte, faturava impostos, pois até o protesto poucos pessoas pediam a nota fiscal. Ao exigir a nota, o governo tinha seus milhares de coletores de impostos, já que mais de 40% do preço dos combustíveis são impostos que o governo passou a receber e os donos de postos tentavam sonegar. Assim, o que era um protesto passou a ser uma mobilização pro empresas de cartões de credito e aumento na arrecadação de imposto.

Em Goiânia ficou pior com a morte de um adolescente de 14 anos, que não dirigia, não tinha nenhum meio de transporte movido a combustível mas foi assassinado por um frentista devido ao nível de estresse causado pela movimentação, buzinas e palavrões. Terminou a onda e os preços continuaram subindo normalmente.

Agora estamos diante de outra onda. A Paralisação dos caminhoneiros. Esta talvez seja o protesto que mais atinge o cidadão, que pela onda, apóia  sem saber o porque?

Com a paralisação dos caminhoneiros, sem uma liderança e vários representantes, o caos se estabeleceu e o cidadão,  mais uma vez,  é o único  prejudicado e mesmo assim apóia a “bagunça” nas estradas. Para muitos esta paralisação ira depor o Presidente Michel Temer, uma mensagem sem qualquer embasamento, pois para tirar o presidente será necessário um processo no congresso nacional.
A paralisação dos caminhoneiros tem como único objetivo o  favorecimento as grandes empresas de transporte, isto porque a exigências para o fim do protesto passa apenas pela diminuição no preço do  litro do óleo diesel; e nada tem contra o altíssimo preço da gasolina e do etanol que vigoram.

Assim, não é uma paralisação do   Pais e sim de uma classe. Uma classe que está trazendo de volta a inflação, pois com o desabastecimento,  quem tem produtos para vender aumenta o preço e o contribuinte paga sem reclamar temendo o sumiço do que precisa para viver.


A onda dos caminhoneiros, tem causado prejuízos incalculáveis ao Brasil. Hospitais estão sem medicamentos e até oxigênio, vital em qualquer procedimento. Os medicamentos sumiram das prateleiras das farmácias. Itens de alimentação também desapareceu das prateleiras e quem tem, aumenta o preço.


E o povo, aonde se encaixa neste protesto? O povo passou a ser o pagador de tudo. Paga pelo desabastecimento, paga pelo aumento no preço dos produtos e pagará também em impostos todos os descontos que o Governo está oferecendo a apenas uma classe. Isto porque a lei de responsabilidade é Clara e severa, se o governo fizer renuncia de tributos, como está fazendo no preço do óleo diesel, tem que c compensar com o aumento de outros impostos.

Mas a onda é protestar, então vamos protestar sem saber o que estamos protestando mas vamos protestar.  Isto para talvez atingir um dos governos mais reprovados na historia do País e por achar que com tais ondas expulsaremos o Presidente. Ledo engano. Um governo fraco e sem apoio popular fica refém do abuso nos  protestos, como tem feito os caminhoneiros.

Assim, novamente, vamos na onda e sabendo que,  a cada  favorecimento monetário por parte do governo, será mais uma conta que pagaremos. E, mais uma vez, continuamos como  contribuintes e nunca cidadãos  

    

   

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