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De dentro do presidio saiu a ordem para matar advogada em Goiânia.

Polícia Civil afirmou nesta terça-feira (22) que a advogada Lais Fernanda Araújo Silva morreu vítima de uma quadrilha de roubo de carros chefiada por um presidiário, em Goiânia. O quarto detido suspeito do crime, o autônomo Leandro Antonelle Vicente da Silva, de 38 anos, confessou em depoimento ter recebido ordem de um detento para cometer o assalto. O crime ocorreu no dia 10 de maio.
O autônomo Leandro Antonelle Vicente da Silva, de 38 anos, preso suspeito de participar da morte de advogada em Goiânia em tentativa de assalto (Foto: Vitor Santana/G1)O autônomo Leandro Antonelle Vicente da Silva, de 38 anos, preso suspeito de participar da morte de advogada em Goiânia em tentativa de assalto (Foto: Vitor Santana/G1)

Além dele, dois adolescentes, de 14 e 16 anos, e uma mulher foram detidos no sábado (19) também suspeitos do assassinato. Os adolescentes tiveram a internação preventiva decretada pela Justiça, e a mulher deve passar por audiência de custódia na terça-feira (22). O G1 não teve acesso às defesas dos suspeitos.
Imagens de circuito de segurança mostram Lais momentos antes de ser assassinada. A advogada carrega sacolas e entra dentro do carro.
Laís Fernanda Araújo Silva foi morta enquanto tentava estacionar carro, em Goiânia (Foto: Facebook/Reprodução)Laís Fernanda Araújo Silva foi morta enquanto tentava estacionar carro, em Goiânia (Foto: Facebook/Reprodução)

Segundo a polícia, Leandro era o responsável por dirigir o carro nas ações do grupo. "No dia do crime, ele buscou os outros três comparsas no setor Balneário Meia Ponte. Foram praticar o roubo e depois os deixou no setor", explicou o delegado Valdemir Pereira.
O mesmo grupo é suspeito do roubo de uma caminhonete, também na capital.
"Era um grupo especializado nesse tipo de crime. Eles recebiam a ordem de dentro do presídio e, para cada caminhonete roubada, recebiam R$ 10 mil. O dinheiro era repartido entre os quatro", explicou o delegado.
A polícia ainda tem dez dias para concluir o inquérito. "A gente ainda tenta identificar quem é o presidiário que está comandando os crimes dentro da cadeia. Ele também poderá responder pela morte da Laís. E vamos investigar a pessoa responsável por fazer essa movimentação financeira para a organização criminosa", completou.
Os quatro vão responder por associação criminosa e latrocínio, de acordo com o delegado. Somadas, as penas podem chegar a 36 anos de prisão. Leandro já tinha antecedentes criminais por furto e receptação.

O crime

A advogada foi morta a tiros enquanto tentava estacionar o carro no setor Alto da Glória, na região sul da capital. Imagens de câmeras de segurança mostraram o momento em que suspeitos do crime entravam em um carro após os tiros.O adolescente de 14 anos apreendido por envolvimento no crime contou à Polícia Militar que atirou na vítima durante a abordagem.
“Estava dando uma volta para ver se achávamos uma vítima. Vimos o carro dela, pensamos que tinha uma mulher e um homem. Eu passei do lado dela e ela continuou mexendo no celular. Voltamos e eu já enquadrei ela, peguei a maçaneta, abri a porta, ela assustou e eu efetuei o disparo”, disse.

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