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Em sinal de protesto um caminhoneiro distribuiu para a população o leite transportado, na GO-164




Em sinal de protesto um caminhoneiro  distribuiu  para a população o leite transportado, na GO-164, em Santa Helena de Goiás. O alimento seria perdido por não chegar a tempo no laticínio. O veículo levava 34 mil litros de leite. O ato já dura cinco dias, mesmo após acordo entre sindicatos e governo federal.
A imagem, feita na quinta-feira (24) mostra dezenas de pessoas em uma fila com baldes e panelas nas mãos próximos a caminhões. A carga saiu de Morrinhos e seguia para Santa Helena de Goiás, porém não conseguiu chegar ao destino devido à paralisação da categoria. Com isso, o laticínio autorizou a distribuição para moradores da região.
Em Palminópolis, fazendeiros precisaram jogar fora toda a produção por não ter como escoar o alimento até os laticínios.Já em Jataí, toda a produção de leite de uma fazenda está comprometida. O dono reduziu de 14 kg para 5 kg de ração por animal. Com isso, ele afirma que vai ter um grande prejuízo, pois os animais estão acostumados a dar 30 litros de leite por dia, e, com a diminuição da ração, vai cair para cerca de 15 litros. O prejuízo com a produção jogada fora chega a R$ 10 mil por dia.Até a manhã desta sexta-feira (25) os manifestantes estavam com os veículos parados 54 pontos de rodovias: 23 federais, segundo a Polícia Rodoviária Federal, e 31 estaduais, de acordo com a Polícia Rodoviária Estadual.Os atos elevaram o preço do combustível, prejudicaram distribuição de botijões de gás, reduziram a frota do transporte público em algumas cidades do interior e alteraram funcionamento do comércio.Além disso, reduziram a entrega de alimentos na Central de Distribuição de Goiânia (Ceasa), levaram à morte de animais por falta de ração e causaram a suspensão de aulas na rede pública no Entorno do Distrito Federal. Pela manhã, não houve cancelamento de voos no aeroporto.

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