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Exclusivo: Saiba porque Kajuru e Marconi Perillo se detestam.





Nos meus mais de 25 anos de profissão Jornalística, muita coisa presenciei. Uma delas foi o nascimento da relação entre Jorge Kajuru e Marconi Perillo, que falarei a partir de fatos reais. Antes,  porém, falo um pouco sobre quem é verdadeiramente Jorge Kajuru e como o conheci.  

No começo dos anos 90 comecei a trabalhar  na Radio Difusora de Goiânia, na função de Diretor Artístico, ou seja, responsável por tudo o que ia ao ar durante as 24 horas do dia.

Foram vários anos que confesso terem sidos os melhores de minha carreira na área de Radialismo e depois de Jornalismo. Os grandes nomes do jornalismo político de Goiás  nasceram aprendendo a profissão e principalmente valores éticos e morais que Padre Jesus Flores nunca abandonou,  e durante todo o tempo em que esteve no comando da Rádio Difusora fez do Jornalismo independente e investigativo  a marca da Rádio.

Não  começava uma sessão na câmara municipal de Goiânia, sem antes ouvir o Jornal da Difusora que começava as sete da manha e era finalizado com um editorial do Padre Jesus Flores. Muitas opiniões do Padre Jesus pautavam os temas que os legisladores municipais debatiam.

Kajuru, nome herdado da cidade onde nasceu, e que começou a trabalhar na Difusora como rádio escuta. Ficava com um rádio potente ouvindo emissoras de outros estados para dar o placar dos jogos. Aos poucos foi se destacando de ganhando mais espaço dentro do Jornalismo Esportivo da Difusora, na época em que Mané de Oliveira, era o chefe da equipe de esportes.

Com a saída de Manoel de Oliveira da Difusora, Kajuru foi convidado para assumir o comando da área esportiva da rádio.  Em poucos meses Kajuru já era  líder de audiência nas Jornadas Esportivas. De fala fácil, muito eloqüente, capaz de permanecer 10 horas em um estúdio e manter a audiência,  foi crescendo muito rapidamente.

Talvez pelo  excelente profissional que era, Kajuru não se contentou em ficar apenas na área esportiva e enveredou-se na política. Este certamente foi o maior erro de Kajuru, na minha opinião.  Por não ter provas e nem fontes das denúncias que fazia,  processos e mais processos iam se agigantando contra ele.


Lembro-me de uma situação onde conheci verdadeiramente quem era Jorge Kajuru. Ele começou a criticar Homero Sabino, então Presidente do Tribunal de Justiça de Goiás, muitas das acusações criadas apenas na mente brilhante que tinha.

Homero então processou Kajuru por Infâmia e difamação.  Estava na minha sala quando Kajuru entrou e pediu-me que fosse testemunha de defesa dele no caso. Disse à ele que não poderia ser testemunha de nenhum dos lados pois não sabia o que realmente estava acontecendo. Então Kajuru pediu-me que fosse a audiência e dissesse que ele era bipolar.

Mesmo não tendo idéia do que iria acontecer, aceitei ir a audiência mas com a condição de dizer que nada sabia sobre a pelega entre os dois. No dia da audiência, todos entramos na sala de julgamento. Assim,  quando o Juiz começou a audiência, Jorge Kajuru se debruçou em lagrimas, como se uma criança fosse, e disse que estava errado em criticar um Homem  igual a Homero Sabino. Pediu perdão e confessou não ser dono de sua própria língua. Diante daquele chororó todo, Homero Sabino, resolveu encerrar o processo  e perdoar Kajuru por tudo o que de Homero Sabino ele falou.


A surpresa veio no dia seguinte, ao iniciar a jornada esportiva na Radio Difusora, Kajuru disse que “mais uma vez a verdade de suas denuncias foram provadas, durante a audiência provocada por Homero Sabino. Um homem covarde que desistiu da ação.” Desesperados Padre Jesus e eu fomos até o estúdio para tentar entender o que estava acontecendo e dizer à Kajuru o problema que ele estava causando para ele mesmo. Com um sorriso que lhe é  único, Kajuru falou por quase uma hora do processo.


O processo movido por Homero Sabino contra Kajuru foi apenas um dos vários que começou a receber ao entrar em uma seara onde o jogo de futebol era apenas um acontecimento coadjuvante.  Kajuru comentava o jogo fazia sua festa mas sempre acabava no campo político. Fosse politicamente contra os diretores dos clubes ou contra anunciantes e quem mais passasse pela cabeça dele.


Com a eleição de Maguito Vilella  para o Governo de Goiás Kajuru deixou a  Rádio Difusora para assumir o comando esportivo da Radio e TV Brasil Central. Logo assumiu, por conta própria, o comando de tudo na rádio e na TV. Tinha tanto poder que convidou Galvão Bueno para ser sócio da  equipe. Galvão não veio mas mandou um  filho para participar da sociedade.


Assim muita coisa aconteceu nos bastidores. Uma vez o filho de Galvão Bueno chegou a um departamento da Radio e queria pegar alguma coisa. O funcionário que, já tinha terminado o expediente,  foi abordado aos gritos pelo filho de Galvão exigindo que reabrisse a sala para ele pegar alguma coisa. Ao negar, o funcionário foi  espancado pelo filho de Galvão Bueno e outros puxas sacos.


Uma amizade estranha surgiu entre Jorge Kajuru e o Diretor Geral do então CERNE, que preservo o nome dele por não ter provas do que escreverei a seguir.


Criando programas e mais programas muito mais focados na política do que no esporte, Jorge Kajuru começou a destilar seu veneno contra deputados estaduais e federais. Foi tão profundo que os parlamentares exigiram que Maguito Vilella tirasse Kajuru da rádio e da TV. Algo que Maguito relutou muito antes de fazer.


Estranhamente quando tudo caminhava para o afastamento de Kajuru do CERNE, um  incêndio atingiu parte dos estúdios e também o departamento financeiro do conglomerado.
O que se dizia a época é que Kajuru e o então Presidente do Cerne tinham uma ligação muito mais profunda do que aparentava. Até hoje não foi divulgado o motivo do incêndio no CERNE.


Logo depois que deixou a rádio e TV Brasil central, Kajuru comprou de Joaquim Roriz, a Rádio Clube de Goiânia, que passou a se chamar Rádio “K”. Para fazer o pagamento, Kajuru pediu a Sandro Mabel 250 mil emprestado, pediu o mesmo valor ao grupo Hailê Pinheiro e ficou devendo mais 250 mil. Inconformado com a perda do comando do CERNE, Kajuru passou a ser o jornalista  mais critico de Maguito Vilella. Todos os dias tinha uma denuncia contra o Governador.


Enquanto isto, Marconi Perillo se lançou candidato ao governo de Goiás em 1998,  com pouquíssimas chances de vencer o império que Iris Rezende montou no Estado. Então muitas das denuncias, sem embasamento,  que Kajuru fazia, de certa forma,  acabou ajudando Marconi Perillo, mesmo não sendo este o objetivo de Jorge Kajuru. O que Kajuru queria mesmo era se vingar de Maguito e não percebia que fortalecia a candidatura de Marconi.


Veio o Resultado da eleição, Marconi virou o jogo, e ganhou de Iris Rezende Machado o Governo de Goiás, com um pedido de fim da “panelinha de Iris.”

 Poucos meses após a posse de Marconi, Kajuru, dizendo que foi o responsável pela eleição de Marconi,  procurou o governador para pedir R$ 3 milhões de reais para quitar as dividas que tinha. Marconi não  cedeu a pressão de Kajuru e  disse que de uma vez era impossível passar R$ 3 milhões de reais. Mas que poderia aos  poucos ir liberando valores para patrocínio até chegar ao montante pedido por Jorge Kajuru.



Com a negativa de Marconi, começaram  então os ataques ao governo, que digo que também não ser  santo.  Para receber o que tinha emprestado para Kajuru, Sandro Mabel ficou com o horário da tarde da Rádio K, onde Cadimos Alasal era o responsável pela apresentação e faturamento do horário. Joaquim Roriz começou uma cobrança incessante  contra Kajuru e o Grupo Pinheiro também participou da pressão.



 Sem saída e sem dinheiro,  Kajuru fez de Marconi o famoso “Bode expiatório” para justificar as dificuldades financeiras que  passava. Fontes disseram-me que apenas para um Agiota Kajuru devia mais de R$ 1 milhão de reais. E quanto mais pressionado, Kajuru projetava seu ódio contra Marconi. Foram tantos processos movidos pelo Governador que Kajuru vendeu para Jorcelino Braga a Radio,  quando deveria devolver a Rádio  para os verdadeiros donos. Braga que posteriormente seria o secretário de Fazenda do Governo de Alcides Rodrigues.


Com sangue nos olhos, Braga não era chegado a justiça e gostava de ele mesmo resolver as pendências. Durante a última eleição para deputado Federal, Kajuru Twetou que Jorcelino Braga comprou a Rádio e ficou devendo R$ 400 mil para ele. Estranhamente, logo a seguir outro TT de Kajuru pediu desculpas e ainda fez o que sobrou de caracteres em forma de elogio à Braga.   


Esta é a minha verdade. É o que vi. É o que acompanhei.  Não quero e nem vou inocentar Marconi Perilo. Ele contribuiu em muito para o já falido Jorge Kajuru se mudasse de Goiânia.


Nada tenho contra Kajuru, até porque pouco ou quase nada convivemos e nos falamos. Mas acho que a verdade liberta. Kajuru não é quem diz ser. Kajuru é um personagem criado por Jorge Kajuru que não tem compromisso com nada ou com ninguém além da vaidade e desejo de Poder.    


Sei que muitos defensores de Kajuru vão me eleger inimigo numero 1 após o que escrevi. Mas infelizmente não sou politicamente correto. Falo o que penso, o que acho e o que vi.

André Marques 


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5 comentários:

  1. Esse personagem do Kajuru está muito bem na câmera... Tomara que continue com esse papel até o fim da vida..

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  2. Será Kajuru bipolar? Será cara de pau? Eu apoio ele para Senador mas não vou me fechar aos fatos.

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  3. Esse cara foi demitido, ao vivo da Band. Precisa disser mais alguma coisa?

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  4. Acho que o Kajuru tem muitos defeitos, mas penso que precisamos de um cara assim no congresso nacional. Seu trabalho como vereador até aqui é inquestionável.

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  5. Muito estranho o rancoroso e vingativo Marconi nunca ter mencionado esses tais três milhões supostamente pedidos por Kajuru nos idos de 1998/1999...

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