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Gleisi rebate campanha contra Lula: ele pode ser candidato, mesmo preso


A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), fez um relato nesta tarde após visitar o ex-presidente Lula na Polícia Federal em Curitiba, junto com o ex-prefeito Fernando Haddad, que faz o plano de governo da campanha.

Gleisi citou as pesquisas de opinião, que apontam Lula na liderança folgada na disputa à presidência, e questionou: "por que a gente desistiria da candidatura?". "Agora, isso não quer dizer que não vamos discutir propostas com outros partidos", completou.

Ela ressaltou ainda a viabilidade da candidatura, até o dia da diplomação, mesmo com a Lei da Ficha Limpa. "Mesmo com o registro questionado, ele pode ser candidato e levantar a sua inelegibilidade até a data da sua diplomação. Ele pode concorrer no processo eleitoral. Muitos já concorreram e inclusive foram ganharam a eleição. Temos casos concretos", declarou.

A senadora, porém, destacou a possibilidade de conversar com outras legendas de esquerda. "Eu acredito que, passado o primeiro turno, nós estejamos todos juntos na disputa por um segundo turno. Aquele que for desse bloco de esquerda do primeiro turno vai ter o apoio dos demais, eu não tenho dúvida disso", disse.

"No primeiro turno nós teremos candidato, será Lula. No segundo turno obviamente que nós temos que ver quem vai pro segundo turno, e faremos uma composição. Mas o candidato será Lula", completou. "Se lá na frente nada der certo, o presidente Lula saberá encaminhar o processo junto com a direção do PT", disse ainda.

Gleisi disse também que Lula não quer que falem com ele sobre indulto. "Eu sou inocente, eu não quero indulto". E que ele comentou que a situação do PIB brasileiro é "injustificável". "Como justifica? Terem tirado a Dilma para deixar o País nessa situação? Vocês têm que ir à luta", destacou Lula à Gleisi. "Eu quero justiça no meu processo, eu quero sair daqui com Justiça", declarou Lula ainda.

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