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Temer paralisa 'Minha Casa', enquanto Doria diz que vítimas são bandidos





Enquanto Michel Temer paralisa o Minha Casa, Minha Vida e João Doria diz que as vítimas do incêndio do prédio da Polícia Federal e que estava cedido à Prefeitura de São Paulo eram "criminosos", há um déficit de quase 8 milhões de moradias no país. O Estado de São Paulo, governado pelo PSDB há 22 anos, tem o maior déficit do país: 1,6 milhão.

Para Doria, as vítimas do incêndio são criminosos. No entanto, ele não explicou até agora por que a Prefeitura de São Paulo ficou inerte depois de um laudo feito por ela mesma, no início da gestão de Doria (em janeiro de 2017) alertando para o risco de incêndio no prédio.

Enquanto Doria criminaliza as vítimas, há um jogo de empurra das responsabilidades entre a Prefeitura, o governo do Estado e o governo federal. Um joga a batata quente para o outro, enquanto as vítimas, pessoas paupérrimas, dormem em barracas improvisadas nas vizinhanças do prédio incendiado, recusando-se a serem institucionalizadas em um abrigo municipal.

Diante de um déficit monumental, atestado pela Fundação Getúlio Vargas segundo reportagem de Bruno Villas Boas e Ana Conceição, o governo Temer vai desmontando o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. Da meta de 170 mil moradias estipuladas para 2017, o governo oriundo do golpe entregou apenas 23 mil (13,5%), um número ínfimo de uma meta em si mesmo irrisória - nos governos Lula e Dilma, o volume de entregas chegou perto de um milhão de unidades por ano.

Governante mais impopular do mundo, Temer ainda tentou faturar politicamente em cima da tragédia do Largo Paissandu e, orientado por seus marqueteiros, foi conceder entrevista coletiva nas cercanias do prédio já desabado, no final da manhã de 1 de maio. Saiu escorraçado pelo povo, numa vaia histórica.

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