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Estadão dissemina FAKE NEWS contra CPI das delações


O jornal O Estado de S. Paulo, um dos mais conservadores entre os veículos de comunicação que apoiaram o golpe parlamentar de 2016, publicou reportagem nesta quarta-feira, 20, com uma fake news sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as denúncias de ilegalidades envolvendo as delações premiadas da operação Lava Jato. 
O jornal da família Mesquita trata a comissão de investigação como CPI da Lava Jato, com a intenção de associar a ideia de que o PT, autor do pedido, estaria disposto a inviabilizar a operação. Quando na verdade, a CPI busca investigar o submundo das delações, já denunciadas pelo advogado Rodrigo Tacla Durán. 
O ponto de partida para o pedido da CPI, que já recebeu mais de 180 assinaturas favoráveis, foi uma notícia publicada pelo próprio Estado de S. Paulo, que mostrava que o doleiro Cláudio de Souza relatou em delação ao Ministério Público Federal que pagou mensalmente uma "taxa de proteção" de US$ 50 mil ao advogado curitibano Antonio Figueiredo Basto e um colega dele cujo nome não foi informado. Na época, Basto negou a acusação de cobrança de "proteção" feita pelos doleiros Vinícius Claret, o "Juca Bala", e Cláudio de Souza.
O líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta, rebateu, nesta terça (19), as falsas notícias divulgadas de que a CPI para investigar a "máfia" das delações premiadas tenha qualquer objetivo de paralisar a Lava Jato. 
"Mentem aqueles que dizem que essa CPI é para acabar a Lava Jato. Essa CPI é para apurar a corrupção. Ou vocês acham que não tem corrupção no Ministério Público Federal, no Poder Judiciário, nos escritórios de advocacia? Honrem seus mandatos. Tenham coragem de manter suas palavras", protestou o petista. "Até para a covardia tem que ter limite", observou Pimenta (leia mais).

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