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Mortes aumentam em "área laboratório" da intervenção no Rio


Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) apontaram um aumento nos índices de roubos, furtos, mortes violentas e apreensões de drogas entre os meses de fevereiro e maio na região da zona oeste do Rio de Janeiro, considerada pela equipe de intervenção federal um "laboratório" das ações de segurança pública no estado. 

De acordo com as estatísticas, o número de roubos registrados na área subiu 4%, ao passar de 1.083 casos em fevereiro para 1.128 em maio, o de furtos, 22% (de 304 para 373), e o de  mortes violentas, de 21 para 23 casos (o índice envolve homicídios e mortes por intervenção policial).
O major Ivan Blaz, porta-voz da Polícia Militar, disse que "houve uma modificação estrutural [no 14º Batalhão da PM]. Esperamos que os resultados apareçam nos próximos meses. As Forças Armadas estavam ocupando o espaço para a PM ser treinada, as Forças Armadas são uma ação emergencial, os militares não podem ser empregados continuamente".
Um morador que mora e trabalha na Vila Kennedy afirmou que se sente enganado pelo governo. "Mentiram quando disseram que seríamos uma comunidade modelo. Modelo só se for de filme de terror. Fizeram nosso sofrimento de palanque político", disse. Os relatos foram publicados no Uol.
Outra moradora, Maria Antônia Lages, de 43 anos, relatou que não se lembra de um dia que não tenha tiro. "Pelo menos com o Exército na rua me sentia mais segura. A ideia é que tinha a quem recorrer. Foi tipo uma segurança passageira", acrescentou.
Outro morador afirmou que o Exército não desenvolveu estratégia diferente da adotada pela Polícia Militar. "Nunca existiu um policiamento efetivo. Em diversos pontos da comunidade. A polícia fica em pontos específicos. Quando precisa de uma ação mais eficaz, chamam o caveirão [espécie de tanque das forças de segurança]."

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