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Número de carteiras assinadas recua ao nível de dez anos


O Brasil tem hoje quase 20 milhões de pessoas a mais que em 2009.
E um número igual de carteiras de trabalho igual ao que tinha uma década atrás.
No gráfico do IBGE que reproduzo o quadro dramático é mais visível: em quatro anos, desde 2014, praticamente quatro milhões de carteiras de trabalho foram perdidas.

Mais de 10% em números absolutos e muito mais que isso se considerarmos que, de lá para cá, algo acima de 4 milhões de pessoas entraram na força de trabalho (empregadas ou procurando emprego) e cerca de 10 milhões chegaram à idade considerada pelo IBGE como de trabalho, em potencial.
O desemprego só não é estatisticamente maior porque, simplesmente, é cada vez maior o número de brasileiros que desistiu de obter emprego e vive de “bicos” e outros expedientes: em quatro anos, as politicas neoliberais nos levaram a praticamente dobrar a população desocupada.
Muitos detalhes e análises poderiam ser repisados diante dos números do IBGE.
Mais importante é dizer que, num quadro destes, não há solução possível para nenhum  problema econômico ou social. Nem para a Previdência, nem para o consumo, nem para as receitas públicas, nem para a educação nem, muito menos, para a violência e a criminalidade.

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