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Por assédio, autoridades russas avaliam abrir inquérito contra brasileiros


O Ministério do Interior da Rússia avalia a possibilidade de abrir um inquérito contra torcedores brasileiros que geraram polêmica ao constranger uma mulher russa na Copa do Mundo. Eles se aproveitaram que ela não fala português para dizerem, sorrindo, que a genitália dela é "rosa", mas falando "palavrão" ao fazerem referência ao órgão reprodutor dela. Uma denúncia foi apresentada contra os envolvidos pela advogada Alyona Popova, ativista russa.
"Ainda estamos avaliando e não podemos ainda confirmar se haverá um inquérito ou não", afirmou um assessor do Ministério do Interior ao Estado. Ele confirmou ter recebido informações sobre o caso, conforme relatos do Estadão.
A embaixada brasileira em Moscou receberá uma queixa-formal. Também vale ressaltar que uma petição contra os brasileiros já conta com quase 900 assinaturas, na qual ativistas consideram que "cidadãos estrangeiros deveriam pedir desculpas publicamente, e para a menina, e todos cidadãos russos diante do sexismo, da falta de respeito às leis da Federação Russa, o desrespeito por um cidadão russo, insultos, humilhação da honra e dignidade de um grupo de pessoas com base em seu gênero".
Se forem considerados culpados, podem sofrer sanções que vão desde multas até a proibição de voltarem a entrar em território russo. 
Um primeiro torcedor identificado foi o advogado Diego Valença Jatobá, ex-secretário de Turismo, Cultura e Esportes de Ipojuca (PE), onde fica a praia de Porto de Galinhas, sul do Grande Recife. Ele pediu desculpas pelas redes sociais. "Peço perdão a todos pela imagem que transmiti. Nunca pensei que uma brincadeira seria capaz dessa repercussão toda, estou muito triste pelo que vem acontecendo, perdão à todos", postou.
A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Pernambuco, por intermédio da Comissão da Mulher Advogada, emitiu uma nota dizendo repudiar "veementemente o conteúdo de um vídeo amplamente divulgado nas redes sociais em que um grupo de brasileiros ladeia uma mulher, que aparentemente não é brasileira nem fala português, e profere em coro ofensas relacionadas ao seu órgão sexual".
A Polícia Militar de Santa Catarina identificou outro torcedor, um oficial da corporação. Segundo o comando da PM, o tenente Eduardo Nunes será alvo de um processo disciplinar. 
Após mais ser identificado, a companhia aérea Latam demitiu o funcionário Felipe Wilson, que trabalhava no aeroporto de Guarulhos (SP).

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