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Resistência de Lula à prisão domiciliar é banho de caráter no poder judiciário


A resistência de Lula em aceitar a prisão domiciliar como paliativo para sua situação de preso político vem confundindo analistas e surpreendendo ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). A oferta de prisão domiciliar vai tomando corpo enquanto o ex-presidente finca pé no seu direito pela liberdade plena.
 A cena jurídica em torno do “acordo” se intensifica e os pressupostos vão se acumulando sobre a lógica rasteira do político brasileiro comum que teme a justiça. A troca da Segunda Turma do STF em setembro é um desses pressupostos. Magistrados e analistas temem que Lula perca a “chance” de conseguir a ‘domiciliar’ com Cármen Lúcia nesse conjunto, em setembro.
“O apego de Lula à ideia de que só deve aceitar a liberdade, rejeitando a prisão domiciliar, pode complicar a situação dele caso o STF não reveja a autorização para prisões depois de condenação em segunda instância. Em setembro, a ministra Cármen Lúcia passará a integrar a 2ª Turma do STF, dificultando a formação de uma maioria liberal e pró-réu no grupo.
 “Mais tarde, nem para casa ele vai”, diz um magistrado do colegiado, ressalvando mais uma vez que a situação será diferente caso o plenário mude o entendimento sobre prisões após a condenação em segundo grau.”
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