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Brasil de joelhos para EUA: Embraer e Braskem estão em liquidação, diz colunista de economia


O colunista Vinicius Torres Freire, locado no jornal Folha de S. Paulo, faz uma crítica àqueles que veem na venda da Embraer e da Braskem um ataque à soberania nacional. Na lógica de Freire, essas empresas já pertencem ao mercado, mas sofrem com o que ele chama de entulho regulatório’.
O que estaria sendo, portanto, modificado na visão do colunista é o regime de regulações sob as quais tais empresas passarão a responder a partir de suas respectivas vendas. Freire faz uma leitura ultra liberal e adere, por assim dizer, à política de desinvestimento generalizado de um governo que não chegou ao poder pelas vias legais.
Leia trechos da coluna do jornalista:
“A Braskem e a Embraer devem ser vendidas até o ano que vem. Duas das maiores e melhores empresas brasileiras devem ser vendidas a estrangeiros, lamenta-se, não raro com argumentos errados. Para começar, ninguém é "dono" da Embraer. Três empresas de investimentos têm quase 30% de suas ações --são firmas americanas e britânicas que gerem o dinheiro de investidores institucionais (como fundos de pensão) e de muito ricos.
(...)
No fundo, as empresas estão sendo vendidas porque o Brasil não cresce e porque está barato, na xepa. Porque o custo de capital aqui é alto e desordens microeconômicas várias prejudicam a empresa nacional. Sim, há motivos imediatos da venda da boa Braskem. A Odebrecht está endividada e na lama, pois foi flagrada corrompendo o país. A Petrobras está endividada, pois foi quase destruída sob Dilma Rousseff; porque quer se concentrar em petróleo.”

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