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Depois de exterminar empregos, Lava Jato protege bancos



A concentração bancária no mercado brasileiro é a nova desculpa para justificar a ausência de punição aos bancos envolvidos em fraudes na Operação Lava Jato. Segundo matéria do Jornal do Brasil, o efeito cascata de um a punição mais severa a esses bancos pode causar o chamado ‘risco sistêmico’ e arrasar o sistema bancário brasileiro.
“Demorou. Mas só mais de 52 meses após o início da Operação Lava Jato, que já compilou quantia superior a R$ 50 bilhões em desvios e fraudes na movimentação e lavagem de dinheiro para pagamento de corrupção de agentes públicos pelas empresas privadas envolvidas, começam a vir à tona os nomes dos bancos envolvidos no toma lá-dá cá da mega movimentação de dinheiro. No mensalão, escândalo diminuto, dois bancos naufragaram o Rural e o BMG. 
A diferença, 13 anos depois, é que a concentração bancária ocorrida no período (Bradesco comprou o Banco do Estado do Ceará e o IBI na década passada e o HSBC, em 2016; Itaú comprou o BankBoston e parte do BMG em 2006, e se fundiu com o Unibanco, em 2008, tornando-se o maior banco privado do país e comprou o Citinak no Brasil em 2017; o Banco do Brasil comprou em 2009 50% do Votorantim; e a Caixa, levou metade do Banco Pan em 2010) foi de tal monta que mexer numa peça cria imediatamente o chamado risco sistêmico (o risco de quebradeira em série).” Leia mais aqui.

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