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Inflação afeta os mais pobres, diz a economista Laura Carvalho


A economista Laura Carvalho afirma em sua coluna no jornal Folha de S. Paulo que a inflação de junho foi a maior desde 1995 e afetou os mais pobres. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) foi de 1,26% e afetou os preços dos alimentos e combustíveis. Ela diz que este índice somado a alta do dólar reforça um quadro preocupante de novas altas e nova desorganização monetária da economia.
"O Indicador de Inflação por Faixa de Renda divulgado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) reve- la que a alta da inflação se a- bateu mais sobre os mais pobres do que sobre os mais ricos. Enquanto o índice que se baseia na cesta de consumo das famílias de renda alta passou de 0,38% em maio para 1,03% em junho, a in- flação sentida pela faixa de renda muito baixa subiu de 0,41% para 1,5%.
No caso das famílias de renda alta, o peso maior foi dos transportes, que contribuíram com aumento de 0,4 ponto percentual no índice. Em particular, os combustíveis respondem por 8% do orçamento das famílias mais ricas, ante 2% do orçamento das famílias mais pobres. A gasolina subiu 5% em junho --ao contrário do diesel, que sofreu redução de 5,66% em seu preço como consequência das negociações do governo em meio à paralisação. Da inflação total que atingiu as famílias de renda muito baixa, 0,76 ponto percentual referiu-se à alta no preço dos alimentos, que foi de 2,03% no mês, em parte pelos efeitos da crise de abastecimento." Leia mais aqui.

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