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‘Inflação do aluguel’ sobe com força e pressiona reajustes


O índice de inflação mais usado para corrigir os reajustes dos aluguéis teve forte alta no último ano e pressiona o valor dos contratos. Depois de ter recuado 0,52% em 2017, o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), acumula aumento de 8,24% nos 12 meses encerrados em julho, segundo divulgou nesta segunda-feira (30) a Fundação Getulio Vargas (FGV).
A variação do IGP-M está bem acima da chamada inflação oficial medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) que subiu 4,39% no acumulado em 12 meses até junho.
De acordo com o superintendente adjunto de índices gerais de preços do FGV/IBRE, Salomão Quadros, "embora o IGP-M sirva como indexador dos valores de aluguel, será um pouco difícil eles subirem tanto, já que o mercado está muito retraído". Seu relato foi publicado no G1.
O pesquisador afirmou ser provável que o setor imobiliário adote outros índices de inflação para fazer os reajustes, como o IPCA, ou que cresçam as negociações diretas para corrigir os aluguéis, que não estão subindo.
Leia mais na reportagem da Reuters:
O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) desacelerou a alta em julho diante de uma redução em praticamente todos os índices que contribuem para a formação do indicador, com destaque para queda nos preços de alimentos e insumos.
O indicador subiu 0,51 por cento em julho, sobre avanço de 1,87 por cento no mês anterior, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira. Na segunda prévia de julho, o indicador havia registrado alta de 0,53 por cento.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60 por cento do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, apresentou variação positiva de 0,50 por cento, contra 2,33 por cento no mês anterior. 
O destaque ficou para os Produtos Agropecuários, cujos preços recuaram 1,83 por cento, depois de terem subido 3,03 por cento em junho.
A FGV informou ainda que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30 por cento no índice geral, desacelerou a alta a 0,44 por cento, contra 1,09 por cento antes, com recuo em sete das oito classes de despesa que compõem o índice.
A principal contribuição para o movimento veio do grupo de alimentação, que registrou queda de 0,19 por cento, ante avanço de 1,55 por cento no mês anterior.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) avançou 0,72 por cento em julho, depois de subir 0,76 por cento antes.
O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis.

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